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sábado, 11 de abril de 2015

Brasil gasta mais de R$ 16 bilhões por ano com acidentes de trânsito

acidentes com caminhoes
O Brasil gasta, em média, R$ 16,1 bilhões em decorrência de acidentes de trânsito. Do montante, R$ 10,7 bilhões é o custo decorrente das mortes. O restante, R$ 5,4 bilhões, com os feridos. Os dados estão no Retrato da Segurança Viária 2014, elaborado pelo ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária), e compila informações do Datasus, ligado ao Ministério da Saúde, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) e da ANTP (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros), de 2012. Para se ter uma ideia, o montante é tão grande que apenas 35 dos mais de cinco mil municípios brasileiros possuem PIB (Produto Interno Bruto) superior a esse valor.
Por ano, cerca de 45 mil pessoas morrem nesse tipo de ocorrência e mais de 177 mil ficam feridas. Os dados mais recentes também são de 2012. As estatísticas colocam o país na posição 148 em um ranking internacional de segurança no trânsito, atrás até mesmo da Índia, reconhecida pelo caos no tráfego. As políticas de enfrentamento ao problema e o papel dos municípios foram temas debatidos durante o III EMDS (Encontro de Municípios com o Desenvolvimento Sustentável), nesta quinta-feira (9), em Brasília (DF).
“Os dados são alarmantes e nós não percebemos a existência de uma política de estado de combate a esse problema”, avaliou Luiz Carlos Mantovani Néspoli, superintendente da ANTP. “A sociedade já tem um diagnóstico, conhece os fatores de risco: velocidade, álcool, ultrapassagens perigosas, avanço de sinal, atropelamentos . É agindo sobre eles que podemos ter sucesso em reduzir esses números”, reforçou. Na avaliação dele, faltam ações coordenadas entre os órgãos de trânsito e o que mais preocupa é a ausência de ações permanentes e efetivas por parte dos executivos.
O diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurelio Ramalho, considera que uma das falhas centrais está na educação para o trânsito, especialmente na formação de novos condutores. “O sistema está preparado para adestrar motoristas. Todos decoram as sinalizações de trânsito para passar na prova. As pessoas não são preparadas para refletir sobre as atitudes que devem ser tomadas e os riscos envolvidos”, destacou.
Municipalização do trânsito
Além disso, o enfrentamento ao problema passa pela municipalização do trânsito. Apesar de o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) prever que todos os municípios devem assumir essa responsabilidade, apenas 26% atendem à determinação. Conforme Ramalho, o envolvimento das prefeituras é essencial, para que as ações ocorram de forma adequada à realidade local. É papel dos municípios realizar o monitoramento de dados estatísticos, cuidar da engenharia, da operação, da fiscalização e criar as escolas públicas de trânsito. “É nas cidades que as coisas acontecem”, salientou.
O problema, disse ele, é que, diferentemente do que ocorre com outros setores, como saúde e educação, não há destinação de uma verba específica para essa área, o que leva as prefeituras a enfrentarem dificuldades financeiras para se adequarem à lei. Na opinião de Ramalho, esse tema deve ser debatido pela União, estados e municípios.
Publicado em 10/04/2015 no Blog do Caminhoneiro.

terça-feira, 3 de março de 2015

A nova realidade dos Caminhoneiros no Brasil

Com a evolução dos novos tempos está exigindo que o exercício da liderança dos representantes dos caminhoneiros evoluam para que tenhamos pessoas preparadas para gerir os interesses da categoria em busca de melhorias na qualidade de vida dos caminhoneiros. Vivemos num momento de mudanças rápidas, que exige uma gestão pública que tenha sensibilidade para perceber as necessidades dos profissionais diante dos novos tempos.

            O atual movimento dos caminhoneiros é resultado de um afastamento gradual do que vem acontecendo nos últimos anos entre os gestores públicos do transporte, a representatividade dos caminhoneiros e os caminhoneiros do Brasil. Desde 2012 existem sinais bem visíveis para quem estava atento as reivindicações dos caminhoneiros, porque em diferentes momentos surgiram manifestações contrárias sobre determinados pontos da lei do motorista e dos aspectos socioeconômico da categoria.
           
O modelo atual de gestão pública dos transportes requer que tenhamos pessoas competentes e comprometidas com o interesse público no sentido de identificar as oportunidades de melhorias dentro do setor de transporte rodoviário, para que os gestores possam tomar as melhores decisões a favor de um crescimento sustentável para toda a cadeia logística.

É natural perceber que os caminhoneiros estão cada vez mais se organizando para poder reivindicar melhorias para a sua categoria profissional, quando percebem que suas lideranças formais não buscam agir junto aos legisladores públicos. É natural que surjam lideranças informais para que possam fazer frente a comportamentos passivos diante de reinvindicações inadiáveis para o setor de transporte de cargas.

É importante que tenhamos lideranças formais e informais comprometidas, que saibam administrar preventivamente os possíveis conflitos dentro da categoria profissional, para isso é necessário que as pessoas que assumem serem representantes de uma categoria estejam preparadas emocionalmente e tecnicamente para darem os melhores exemplos e resultados no exercício profissional.

Os caminhoneiros estão pedindo atenção e respeito aos legisladores, para que sejam ouvidos suas reinvindicações no sentido de uma revisão imediata nas políticas públicas do setor de transporte rodoviário de cargas.

É oportuno lembrar que a representatividade de uma categoria é estar presente junto às decisões, para que possa fazer uma leitura preventiva e intervir nos momentos estratégicos, no sentido de bem administrar os interesses da categoria profissional.

Considero que o momento é viável para que existam mudanças de políticas públicas que realmente venham atender as necessidades dos caminhoneiros e do setor de transporte rodoviário de cargas para que tenhamos um crescimento sustentável para todos brasileiros. Que todas as lideranças tenham muita luz e sabedoria para tomar as melhores decisões no projeto de vida!

 Lembrete: O Caminhoneiro é o líder da operação logística! Pense nisso!

Eng. José Rovani Kurz, Palestrante, Consultor e Professor Universitário.
Autor do Livro Motorista Comprometido: um diferencial para os novos tempos – 2014.
Contato: treinamentos@highpluss.com.br


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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Palestras VIP para Equipe de Motoristas da Transtusa - Joinville

 Arquivo: HighPluss, 2013.


Dias 24 e 26/09/2013 - Ministradas Palestras sobre "Administrando os Conflitos nos Transportes" na Empresa Transtusa de Joinville. Novos aprendizados foram gerados através dos diversos temas socializados sobre a realidade do motorista no transporte coletivo de Joinville. 

Agradeço a presença dos motoristas e as excelentes contribuições para o melhor entendimento para saber lidar com as situações de conflitos nos transportes.

Agradeço a Empresa Transtusa pela oportunidade e confiança em possibilitar a socialização de conhecimentos e experiências para a Equipe dos Motoristas Profissionais.

Muita luz e sabedoria para Equipe Transtusa na gestão dos transportes públicos em Joinville.

Muito obrigado!

Palestrante José Rovani
HighPluss Treinamentos - Joinville
Palestra VIP para Motoristas Profissionais - Contato: treinamentos@highpluss.com.br

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Sábado Solidário BIG e Voluntariado Fundação Pró-Rim - Joinville - SC.

Resultado final do Trabalho Voluntário.
Carregamento dos alimentos no BIG Joinville.
Descarga dos alimentos na Fundação Pró-Rim.

Dr. Xuxo, Dr. Marcos e José Rovaní.


14/09/2013 - O evento "Sábado Solidário BIG" Joinville e a Equipe Voluntariado da Fundação Pró-Rim foi um sucesso. 

Ótimos aprendizados sobre como trabalhar num evento social! Grandes momentos para conhecer o comprometimento do ser humano nos tempos atuais. 

O trabalho voluntário desenvolve a habilidade social do ser humano. Pense nisso!

Os pacientes renais agradecem os clientes e o BIG Joinville. 

Muita luz e sabedoria para a Equipe Voluntariado da Fundação Pró-Rim!

José Rovaní Kurz
Participante do Trabalho Voluntário 



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Palestrante José Rovaní na Rádio Clube de Joinville

Arquivo: HighPluss, 2013.

Agradeço ao Marcelo Santos e a Marilise pela oportunidade que tive para socializar temas sobre Semana do Trânsito, SIPAT 2013 e palestras oferecidas pela HighPluss aos clientes do transporte de passageiros e cargas. Abraço e sucesso a Equipe da Rádio Clube de Joinville!

Abraço e sucesso para a Equipe da Rádio Clube de Joinville!

Palestrante José Rovaní
HighPluss Treinamentos 
Contato: treinamentos@highpluss.com.br



terça-feira, 20 de agosto de 2013

Palestras VIP sobre Administração dos Conflitos nos Transportes


Arquivo: HighPluss, 2013.

Durante o dia de hoje foram ministradas Palestras sobre "Administrando os Conflitos nos Transportes" na Empresa Transtusa de Joinville.

Excelentes aprendizados foram gerados durante as palestras para os motoristas. Sem dúvida, motoristas motivados e capacitados fazem a diferença no trânsito e na vida dos passageiros transportados.

Muita luz e sabedoria para Equipe Transtusa na gestão dos transportes públicos em Joinville.

Muito obrigado,

Palestrante José Rovani
HighPluss Treinamentos - Joinville
Contato: treinamentos@highpluss.com.br

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Palestrante José Rovani na Transtusa - Joinville

Arquivo: HighPluss, 2013.

Durante o dia de hoje foram ministradas Palestras sobre "Administrando os Conflitos nos Transportes" na Empresa Transtusa de Joinville.

Parabenizo aos Motoristas Profissionais pela presença, motivação e excelentes contribuições para o melhor entendimento e melhores práticas para saber lidar com as situações de conflitos nos transportes.

Agradeço a Empresa Transtusa pelo convite e oportunidade em estar socializando conhecimentos e experiências para os Motoristas Profissionais.

Muita luz e sabedoria para Equipe Transtusa na gestão dos transportes públicos em Joinville.

Muito obrigado,

Palestrante José Rovani
HighPluss Treinamentos - Joinville
Contato: treinamentos@highpluss.com.br

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dia do Motorista: momento de reflexão e visualizar o futuro profissional

Dia 25/07/2013 – Para homenagear o “Dia do Motorista” nesse ano, identifiquei motoristas que atualmente estão estudando no Curso de Tecnologia em Logística na Faculdade Anhanguera de Joinville. Para mim na condição de Professor é muito gratificante ter alunos desse nível em sala de aula, que contribuem com suas experiências e conhecimentos agregando valor no ambiente acadêmico.

O Sr. Adriano Alexssander da Luz atua na empresa Verdes Mares e o Sr. Lorivaldo Bastos atua na empresa Gidion de Joinville, sendo que ambos atuaram na função de motorista, e hoje o Sr. Adriano presta serviços de apoio para a equipe dos motoristas e o Sr. Bastos é instrutor de treinamento dos motoristas.

Para registrar o “Dia do Motorista” organizei uma entrevista com os Srs. Adriano e Bastos através de perguntas dirigidas aos entrevistados, com o objetivo de saber suas opiniões a respeito da profissão do motorista e o futuro profissional.

1)   O que você considera importante na profissão do motorista?
Adriano: Ser humano, responsivo, eficiente, eficaz, educado, atencioso, humilde, bom caráter, ter disciplina, cuidar do corpo e da mente, é importante repousar para poder cumprir com sua jornada da melhor forma possível.

Bastos: comportamento, conhecimento de profissão, gostar de pessoas, saber fazer e querer fazer aquilo que ele faz sempre bem feito.

2)   Quais os valores fundamentais para tornar-se um motorista profissional?
Adriano: confiança, amor pelo que faz, geralmente os motoristas profissionais são apaixonados pelo volante e a maioria se coloca no lugar das outras pessoas, trazendo para si a responsabilidade e o cuidar dos outros, tornando isso um dos fatores mais importantes na profissão, porque quando um profissional do volante dirigi com responsabilidade se preocupando com o próximo seja ele um cliente(usuário), um pedestre, uma bicicleta ou até mesmo um veiculo pequeno, ele tem êxito no que faz porque se preocupa com o próximo acima de tudo.(tem que ter Dom).

Bastos: ética, respeito e caráter.

3)   Qual foi a melhor experiência vivida no exercício da profissão de motorista no transporte de passageiros?
Adriano: o retorno dos clientes, o valor que eles dão ao profissional quando adquire confiança isso não tem preço, você chegar ao ponto do cliente apertar na sua mão e dizer que bom que é você, fico tranquilo de viajar com você, sei que estamos em boas mãos.

Bastos: uma experiência muito importante na minha carreira de motorista foi no ano de 1998 quando a empresa fez uma homenagem a todos os motoristas e fui escolhido para representar os colegas de trabalho. Na ocasião elaborei um discurso que falava das qualidades do profissional do volante e fui aplaudido de pé. Isso marcou muito na minha vida.

4)  Qual é o maior objetivo de estar estudando na faculdade e cursando o curso de tecnologia em logística?
Adriano: o objetivo é presentear meu Pai com minha formação que é um sonho dele, mas ele não pode realizar pelo fato de muito novo ter que começar a trabalhar e largar os estudos, e a faculdade vai contribuir e muito para realizar esse sonho e me transformar em uma pessoa melhor e um profissional capacitado. Busquei a logística porque desde criança comecei a trabalhar com meu Pai que sempre foi caminhoneiro e sempre trabalhei nessa área e por isso me sinto mais confortável, além de ter um excelente mercado nessa área, onde me sinto em casa.

Bastos: o objetivo é crescer profissionalmente, crescer como ser humano, alcançar um cargo melhor dentro da empresa para dar um futuro melhor para os meus filhos. 

Parabenizando os Srs. Adriano Alexssander da Luz e Lorivaldo Bastos estendo o meu reconhecimento a todos os motoristas que exercem diariamente com profissionalismo sua missão de bem servir as pessoas que confiam na prestação dos serviços para sociedade.

Desejo Muita Luz e Sabedoria para cada Motorista!

Palestrante José Rovani - HighPluss Treinamentos
Palestra VIP para Motoristas - Hands On

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Descaso: Menos de 4% dos municípios brasileiros têm plano de mobilidade, diz IBGE


ônibus
Ônibus urbano. Pesquisa do IBGE mostra o descaso dos municípios brasileiros com o transporte. Menos de 4% possuem planos de mobilidade. Foto: Adamo Bazani.
Descaso: Só 3,8% dos municípios brasileiros têm planos de transportes, diz IBGE
Situação contraria Lei da Mobilidade Urbana e cidades terão de se adequar
ADAMO BAZANI – CBN
As manifestações que ocorrem em todo o País têm diversas motivações: saúde, educação, segurança, fim da corrupção, mas tudo iniciou com a necessidade de transportes coletivos com tarifas mais baixas e maior qualidade.
E dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que a população tem razão de protestar. Há um tremendo descaso do poder público com a mobilidade urbana.
O IBGE divulgou há pouco o levantamento Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic 2012) que revelou que apenas 3,8% das cidades no País possuem Planos de Mobilidade Urbana.
Dos 5 mil 565 municípios no território nacional, apenas 6,4% têm Conselhos de Transportes.
As cidades mais populosas possuem proporcionalmente mais conselhos e planos de transportes.Do total de municípios com população entre 100 mil e 500 mil moradores, 43,6% têm conselhos e 22,4% têm planos de transporte.
Cidades com mais de 500 mil moradores somam 76,3% de municípios com conselhos e 55,3% com planos de mobilidade.
O levantamento ainda mostra que só 3,5% dos municípios brasileiros têm fundos municipais específicos para transportes. A maior parte destas cidades tem mais de 500 mil ha chegando a 47,4% das cidades com mais de 500 mil habitantes. Já as cidades com menos de 20 mil habitantes representam 2% dos municípios com fundos para transporte.
A região Norte do País tem o maior percentual de planos de mobilidade e a Sul é o menor, mas há um equilíbrio quando o assunto é ausência de planos para a mobilidade:
“No Norte, 4,9% das cidades têm Plano Municipal de Transporte e 7,8% estão elaborando o plano. No Centro-Oeste, o número chega a 4,1% dos municípios com plano e outros 7,5% em fase de elaboração. No Nordeste este número chega a 3% com o plano e outros 8% que estão fazendo o plano. A Região Sul tem 3,5% dos municípios com o plano e outros 6,2% em planejamento. No Sudeste, o quadro chega a 4,5% dos municípios. Nesta mesma região, 8,5% das cidades estão elaborando o plano.”
Os técnicos do IBGE ainda ressaltam o descaso para com os transportes urbanos:
“ as prefeituras tradicionalmente concentram suas ações na implantação e manutenção das vias públicas, têm pouca atuação na gestão de trânsito e se limitam a administrar a tarifa dos serviços de ônibus”. “Para solucionar as periódicas crises que envolvem os setores da população que mais dependem do transporte coletivo, os governos, em geral, apresentam respostas superficiais”, diz o estudo. “A participação da população na formulação de políticas e na gestão do transporte é um instrumento prático para provocar ações efetivas na área, além de auxiliar na fiscalização da atuação da prefeitura no setor”
De todos os municípios brasileiros, apenas 0,3% têm metrô, todos com mais de 50 mil habitantes
Já 2.114 municípios (38% do total) existe serviço de transporte coletivo por ônibus municipal. O número ainda é considerado baixo.
Muitas cidades são atendidas apenas por ônibus intermunicipais.
CIDADES NÃO PENSAM EM MOBILIDADE, MAS GERAM CARGOS PÚBLICOS:
Várias vezes, o cidadão se pergunta para que existem determinas secretarias ou órgãos públicos.
E o questionamento tem razão de ser.
Só 3,8% das cidades têm plano de mobilidade, mas a grande maioria tem secretaria de transportes (ou de mobilidade urbana). São empregos públicos, muitos formados por cargos de confiança.
Dos 5.565 municípios brasileiros, 4.133 (74,3% do total) têm secretaria para tratar da política de transporte público. Outras 1.432 cidades (25,7%) não possuem nenhuma autarquia ou órgão para cuidar dos transportes.
Publicado em 03/07/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mobilidade Urbana: Dinheiro tem, faltam projetos de qualidade


ônibus
Mobilidade Urbana. Governo Federal diz que possui recursos, mas que as prefeituras não conseguem as liberações de dinheiro porque não apresentam projetos de qualidade. Absurdos vão desde planos que não contemplam demanda e impacto ambiental até obras mirabolantes em casos que corredores de ônibus, mais baratos e eficientes, dariam conta do número de passageiros. Foto: Adamo Bazani.
Mobilidade Urbana: Não falta dinheiro. Faltam projetos de qualidade
Verbas estão disponíveis, mas prefeituras e estados não apresentam obras que justifiquem os gastos ou mostram ideias mirabolantes
ADAMO BAZANI – CBN
A falta de comprometimento dos estados e municípios com o transporte público, já que sempre adotaram políticas que privilegiam os transportes individuais, é tão grande que hoje o setor de mobilidade enfrenta um problema que nos anos de 1990 ninguém imaginaria que poderia acontecer.
Há dinheiro para obras, mas não existem projetos de mobilidade de qualidade apresentados pelos municípios e estados que justifiquem os gastos.
Durante décadas o Governo Federal simplesmente se isentou da mobilidade urbana, jogando toda a responsabilidade para estados e municípios.
Depois do anúncio que o Brasil sediaria a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas no Rio de Janeiro, para não ficar feia a imagem do País na comunidade internacional, o Governo Federal decidiu se mexer. Enquanto o atraso na mobilidade e a falta de prioridade ao transporte público “apenas” afetavam os cidadãos brasileiros, tudo bem! Mas deixar gringo usar trens velhos, metrôs abarrotados e ônibus antigos com motores dianteiros, aí não!
Foi criado o tal de PAC – Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade. Primeiro para as cidades-sede depois para outros municípios, já que as cidades são interligadas e que o trânsito e a poluição são problemas que acabam com vidas e inúmeros recursos todos os anos.
Recentemente, depois da onda de protestos por transportes mais dignos para os passageiros brasileiros (eles que pagam salários de políticos e lucros de empresas), Dilma Rousseff anunciou mais R$ 50 bilhões para mobilidade urbana: metrô, corredores de ônibus expressos, corredores de ônibus mais modernos – BRT – Bus Rapid Transit, entre outros.
Só que este dinheiro não vai ser revertido para o bem estar do povo brasileiro tão já.
São poucas as prefeituras e até estados que têm projetos de qualidade, isso quando possuem algum.
O Ministério das Cidades têm disponíveis desde 2011, R$ 89 bilhões para a mobilidade urbana. Mas até agora só conseguiu contratar R$ 40 bilhões. Deste total, apenas R$ 2 bilhões em obras foram concluídos. Cerca de R$ 3 bilhões foram liberados para pagar apenas etapas de projetos que ainda não focaram prontos completamente.
Pedidos por parte das cidades não faltam. Mas normalmente faltam estudos de impacto ambiental, projetos funcionais, projeção de demanda, qual tipo de modal é mais interessante e o pior: há projetos em nome da mobilidade urbana que ainda só privilegiam o transporte individual.
Por incrível que pareça: há ainda cidades que entendem que mobilidade é construir um túnel, alargar uma avenida, fazer uma rotatória, num local onde se houvesse um corredor de ônibus de verdade (e não apenas uma faixa) ou uma linha de metrô, muita gente poderia deixar o carro em casa e as obras viárias mais caras e espaçosas seriam desnecessárias.
Há um protocolo burocrático a ser seguido quando o Ministério das Cidades libera os recursos e aí revela-se um descompasso entre prefeituras e Governo Federal no qual nenhum dos dois têm razão.
A burocracia é grande, o que dificulta muito as prefeituras. Mas se não houvesse exigências, muito dinheiro seria gasto à toa.
Além de projetos mal feitos, há obras mirabolantes: modais de alto custo em locais onde corredores de ônibus dariam conta. Ou ao contrário. Projetos de baixa e média capacidade onde só o metrô daria conta.
Para tentar resolver o problema, a Ministério das Cidades liberou a possibilidade de verbas para a elaboração dos projetos.
Os Ministérios da Educação e da Saúde estão mais avançados. As prefeituras nestas áreas devem seguir um padrão. Virem com projeto pronto e só conseguiam a liberação dos recursos federais quando as obras já estivessem ao menos 30% prontas. Tem de possuir dinheiro para começar a obra, para depois concluir.
No caso dos transportes, enquanto as prefeituras não sabem o que apresentar, técnicos, engenheiros, a sociedade civil e até as empresas de transportes têm ideias que são desprezadas, pois todos estes agentes trazem o conhecimento acadêmico com a realidade das ruas dos transportes. Mas nenhum deles talvez engorde as máquinas públicas como os burocratas de prefeituras.
Alguns destes exemplos de qualidade já estão presentes em todo o País, como o sistema de corredores de ônibus de Curitiba, o Corredor Metropolitano ABD (São Paulo, Santo André, Mauá, São Bernardo do Campo e Diadema) e o metrô de São Paulo, que precisa crescer.
Mas algumas prefeituras e governadores querem inventar a bola quadrada

Publicado 01/07/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus. http://blogpontodeonibus.wordpress.com/2013/07/01/mobilidade-urbana-dinheiro-tem-faltam-projetos-de-qualidade/

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Gidion e Transtusa adquirem 10 unidades do Viale BRS


ônibus
Marcopolo Viale BRS vão operar no sistema de transportes de Joinville. Veículos possuem maior capacidade de passageiros. Foto: Vitor Leite/Marcopolo
Gidion e Transtusa recebem 10 Viale BRS
Empresas operam em Joinville. Modelo tem capacidade maior de transportes
ADAMO BAZANI – CBN
As empresas Gidion e Transtusa – Transporte e Turismo Santo Antônio, que operam em Joinville, Santa Catarina, receberam 10 unidades do modelo de ônibus Marcopolo Viale BRS, considerado um dos mais modernos e com design mais avançado pelo mercado para a sua categoria.
Os ônibus vão ser usados em linhas do estilo troncal ligando terminais e estações de alto movimento na cidade.
Cada empresa comprou cinco unidades. Em nota à imprensa especializada, o diretor de operações comerciais da Marcopolo, Paulo Corso, disse que as dimensões do ônibus possibilitam um melhor aproveitamento do espaço urbano pela sua maior capacidade de transporte.
“Os novos veículos possuem comprimento de 13,4 metros, o que possibilitou a colocação de mais poltronas e a ampliação do espaço interno. Essas modificações proporcionam aos passageiros mais segurança e conforto nas viagens”, explica o executivo na nota.
Cada Viale BRS que vai operar em Joinville pode transportar 79 pessoas, sendo 39 sentadas e 40 em pé, entre os bancos há seis poltronas para idosos, portadores de deficiência, pessoas recém-operadas ou machucadas, com crianças de colo, além de uma poltrona para pessoas que sofrem com obesidade e um lugar para fixação de cadeira de rodas ou para cão-guia acompanhante de quem possui restrição visual.
O design interno foi concebido para oferecer conforto aos passageiros e saber melhor usar a área interna, inclusive para facilitar a locomoção dentro do veículo.
A largura interna e a altura são maiores. Os dutos de ar condicionado e de iluminação são mais modernos e sobre as janelas há espaço para colocação de publicidade interna.
Os modelos de Joinville são chassi Volkswagen 17-280 OT de piso baixo, com 280 cavalos de potência.
Publicado em 12/06/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Excelente Reportagem da Ana Maria MAIS VOCÊ sobre Transportes Públicos no Rio de Janeiro

Recomendo, que assista a excelente reportagem (15/04) da Ana Maria (MAIS VOCÊ) sobre a 

qualidade dos serviços prestados nos ônibus do Rio de Janeiro, que é uma pequena amostra

do que acontece diariamente em todo o Brasil. 


Investir na educação profissional é uma decisão inteligente! 


Praticar novos aprendizados é a solução!!!


Acesse os links: 

http://globotv.globo.com/rede-globo/mais-voce/v/geovanna-tominaga-sente-na-pele-o-sufoco-de-quem-anda-de-onibus-no-rio/2517044/

http://globotv.globo.com/rede-globo/mais-voce/v/veja-flagrantes-de-problemas-com-onibus-no-rio/2517051/

http://globotv.globo.com/rede-globo/mais-voce/v/motorista-de-carro-conta-flagrante-de-onibus-em-alta-velocidade/2517056/

Parabéns a você visitante por estar interessado em saber mais sobre a realidade dos transportes públicos!

Palestrante José Rovani
Especialista em Transportes Públicos
HighPluss Treinamentos - Joinville

segunda-feira, 11 de março de 2013

Palestra VIP SIPAT 2013 - FECOAGRO - SFS


 

Arquivo: Nelsi Kurz, 2013.

11/03/2013 - Realizada a Palestra VIP SIPAT 2013 na FECOAGRO em SFS.

Tema: Trabalhe com Segurança e Seja Feliz na Vida. 

A HighPluss agradece a acolhida da empresa e parabeniza a todos participantes pela motivação, organização e participação demonstrada nos conteúdos socializados em favor da Segurança no Trabalho e da Defesa da Vida.

Abraço e sucesso a Equipe FECOAGRO em SFS. ,

Palestrante José Rovani
HighPluss Treinamentos - Joinville


Feedback da Daiane Rocha - FECOAGRO - São Francisco do Sul em 01/04/2013
“ Rovani, trás um diferencial em suas apresentações, com sua própria experiência profissional ,
dá exemplos vivenciados dentro do ambiente coorporativo, tornando a palestra atrativa, dinâmica e de fácil entendimento “.   

sábado, 9 de março de 2013

Parabéns Joinville pelos 162 anos!!!

Hoje a Cidade de Joinville completa 162 anos.

Agradeço a acolhida e as diversas oportunidades que a cidade tem permitido no desenvolvimento pessoal e profissional do meu projeto de vida e da minha família.

É um "Dia Especial" na vida de cada pessoa que vive em Joinville.

Abraço e sucesso a cada Joinvillense,

Palestrante José Rovani
Mobilidade Urbana é uma Decisão Inteligente! Pense nisso!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Motorista Profissional Comprometido é um Diferencial para a Empresa


caminhoneiro-autonomoNo decorrer dos tempos têm se percebido uma grande mudança no perfil profissional do motorista, principalmente naquele que atua no segmento de passageiros e cargas. Com base em pesquisas, observações, feedback dos motoristas, vivência no desenvolvimento de produtos e serviços gerados no segmento dos transportes rodoviários, decidi socializar nesse artigo algumas leituras da realidade atual do motorista.
Vivemos num momento de mudanças rápidas, que exige dos profissionais uma revisão dos modelos mentais na busca por uma melhor conduta e comprometimento para gerar resultados que atendam às necessidades dos clientes.
O motorista do segmento de transportes de passageiros e de carga é exigido diariamente uma disposição mental no sentido de que seus serviços profissionais sejam um diferencial para o cliente. Ele a cada momento que presta seus serviços na comunidade representa o proprietário da empresa, para isso ele necessita estar preparado tecnicamente e emocionalmente para dar as melhores respostas para um cliente cada vez mais exigente.
Com a evolução das demandas dos clientes, o modelo de gestão da cadeia logística requer a integração das áreas e dos profissionais, surge então, o motorista profissional comprometido que passa a ser um diferencial para a empresa.
O motorista exerce uma liderança no contexto logístico desde o ponto de origem até o destino. Ele passa a ser responsável pelo transporte da carga ou pelos passageiros transportados, mas é importante que esteja motivado e capacitado para o pleno exercício da profissão.
O cliente requer serviços responsivos e com qualidade por parte do motorista, exigindo uma responsividade na prestação de serviços com pontualidade, segurança e confiabilidade.
Buscar resultados com excelência na qualidade dos serviços logísticos requer um comprometimento da empresa e do motorista no sentido de que ambos estejam conscientes de uma capacitação técnica e comportamental para prestar serviços diferenciados aos clientes finais.
A sustentabilidade dos negócios passa por ter nas equipes, motoristas que saibam prestar serviços com confiança e segurança no relacionamento com o cliente, para isso é necessário investir em novas práticas de serviços de acordo com o perfil da clientela para que produzam resultados prósperos para toda a cadeia de serviços logísticos.
Investir continuamente na educação do motorista profissional, para que tenhamos uma inclusão social de profissionais qualificados para atender a demanda no segmento dos transportes. Percebe-se, que motoristas que são valorizados pela empresa têm sua autoestima elevada e seu comprometimento gera resultados operacionais prósperos para o cliente, para a empresa e sua vida é próspera.
O motorista necessita estar atualizado com as inovações tecnológicas dos veículos, e também estar incluso nas mudanças comportamentais dos clientes, para que possa atender da melhor maneira suas expectativas.
O motorista profissional comprometido é um diferencial que a empresa passa a contar na sua equipe, porque cuida melhor do patrimônio da empresa que está sob sua responsabilidade, pratica a direção defensiva, cumpre prazos, antecipa necessidades do cliente, ouve sugestões e direciona para o canal competente da empresa.
O motorista profissional é o líder da operação logística! Pense nisso!
HighPluss amplia o Projeto Motorista Profissional aos clientes do transporte rodoviário no Brasil
Foto Rovani_Blog do Caminhoneiro_06.02.2013Fundada em novembro de 2006 em Joinville (SC), a HighPluss atua no segmento de palestras, treinamentos, consultoria e exportação, sendo que os clientes brasileiros são compostos por empresas do transporte rodoviário de passageiros e cargas, indústrias, comércios, serviços e faculdades. O objetivo da empresa é acolher clientes, fornecedores e parceiros para otimizar resultados no desenvolvimento de produtos e serviços, com uma educação profissional focada no desenvolvimento das práticas do empreendedorismo, da responsabilidade social e da ética como diferencial de sustentabilidade dos negócios. Entre os principais serviços da empresa, estão as Palestras e Treinamentos focados no Projeto do Motorista Profissional e da Mobilidade Urbana. Complementa o portfólio os serviços de Consultoria na gestão técnica e administrativa em Engenharia de Ônibus, Logística de Serviços e Administração.
O diretor da HighPluss, José Rovaní Kurz, conta que a empresa investe em visitas técnicas a eventos com destaque para a Feira Internacional de Transporte e Logística em Kortrijk, na Bélgica, além de feiras internacionais de transporte e logística na Argentina, Colômbia e Brasil. Participações também em congressos, conferências, seminários, palestras e cursos nas áreas de transportes, logística, administração, mobilidade urbana e exportação. Ele diz que as experiências e conhecimentos da HighPluss estão fundamentados na gestão e desenvolvimento de atividades técnicas e administrativas realizadas durante 30 anos no segmento de transportes. Afirma também que é importante estar atualizado com as necessidades e práticas que o mercado globalizado requer para a sustentabilidade dos negócios. Os clientes estão mais exigentes por serviços com qualidade no atendimento e atentos aos detalhes na qualidade dos produtos. Empresas comprometidas com o melhor, sem dúvida, investirão no seu capital intelectual de maneira que os serviços e produtos transmitam confiança e segurança para a fidelização do cliente.
Rovani também é Professor Universitário nos Cursos de Pós-graduação e Graduação nas áreas de Administração, Logística de Serviços, Engenharia de Suprimentos e Gestão de Transportes.
A HighPluss está investindo no Projeto do Motorista Profissional e da Mobilidade Urbana no Brasil, para que os projetos possam contribuir no desenvolvimento do trânsito mais seguro nas cidades e nas estradas brasileiras.
Eng. José Rovani Kurz, empresa HighPluss, Palestrante, Consultor e Professor Universitário.
Ministra Treinamento VIP para Motoristas no segmento de Transportes Rodoviários.
Contato: treinamentos@highpluss.com.br
Joinville – SC. – Brasil
Fonte: Divulgação
Publicado em 07/02/2013 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/motorista-profissional-comprometido-e-um-diferencial-para-a-empresa/

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O empresário de ônibus e a sociedade moderna



ônibus
No início dos transportes no Brasil, o dono de ônibus dirigia, cobrava, atuava na manutenção dos veículos e ainda administrava os negócios. Hoje, a situação é diferente e as empresas se constituem em significativos grupos econômicos. Mas o empresário de ônibus que vai ficar para o futuro acompanha a evolução da sociedade e das relações e preocupa-se em investir na qualidade, em seguir as leis, em buscar prioridade ao transporte coletivo e acima de tudo, trata o usuário como cliente e não como um mero passageiro.
O empresário de ônibus e a sociedade moderna
Assim como a sociedade e as formas de relacionamento mudaram, o operador de transporte coletivo tem de acompanhar a evolução
ADAMO BAZANI – CBN
Até hoje quando se fala em empresário de ônibus, a reação da sociedade nem sempre é positiva.
Logo a população associa a imagem deste empreendedor a fatos como poder econômico sobre o poder político, desvios de conduta, corrupção e outros atos ilícitos.
Essa imagem se firmou pela atuação de maus empresários e até mesmo por fatos que não possuem uma interferência direta dos donos de empresas de ônibus, como a não prioridade nas políticas públicas ao transporte coletivo que deixa muitos dos serviços de mobilidade abaixo do desejado e merecido pela população que, em geral, paga caro por um transporte que ainda deixa a desejar.
Mas generalizar todo o empresário de ônibus pela atuação de alguns grupos que agem de forma desonesta é cometer uma falha injusta.
É certo que existem empresários de ônibus desonestos, como políticos desonestos, jornalistas desonestos, médicos desonestos, advogados desonestos e até padres e pastores desonestos, mesmo usando Deus em seus discursos.
Mas não se deve deixar de lado o fato de que o desenvolvimento do país se deu por diversos setores, entre eles o de transportes coletivos de passageiros, seja rodoviário, de fretamento e urbano.
E aí vale uma ressalva de que muitos empresários foram desbravadores de diversas regiões. Quando o poder público não oferecia condições para o crescimento populacional urbano que se dava de maneira rápida, lá estavam os pioneiros, com suas jardineiras – ônibus rústicos feitos de madeira sobre chassi de caminhão – ajudando a ligar cidades, proporcionando o ir e vir das pessoas. Claro, estes pioneiros já visavam o lucro, mas muitos eram sem sombra de dúvidas movidos pela paixão, afinal era difícil transportar pessoas.
Muitos destes donos de ônibus abriam estradas e caminhos, que depois se tornariam avenidas e rodovias com suas próprias enxadas e para-choques de seus veículos.
Muitas vezes, a infraestrutura num local só chegava depois da inauguração de uma linha de ônibus, pois era ali que se firmava a população.
O perfil de transportar era diferente, assim como a relação com o poder público e com a sociedade.
Primeiro que, como as cidades cresceram sem organização, assim era boa parte dos transportes coletivos. Não havia leis, nenhum tipo de regulação e não eram raros diferentes donos de ônibus disputarem ferozmente pelos itinerários mais rentáveis.
Além disso, o dono de ônibus era na maior parte das vezes uma pessoa sem instrução acadêmica. Não havia tempo. Até os anos de 1950, quem tinha ônibus era obrigado a dirigir, cobrar, consertar os veículos, limpá-los e ainda administrar financeiramente o negócio. Era uma jornada que começava por volta das 3h30 e só terminava no finalzinho da noite.
Por conta disso, a relação com o passageiro era mais próxima.
Com o passar do tempo, os donos de ônibus mais dinâmicos, com maior visão e também com mais força iam aos poucos excluindo ou encampando os serviços de concorrentes.
A posição financeira de muitos destes empresários os tornavam inegavelmente influentes.
Muitos aproveitavam disso para crescerem com trabalho, mas no caso de alguns, as relações com o poder público nem sempre foram muito transparentes.
A sociedade começou então, por movimentos sociais, por instituições mais fortes e transparentes, como o Ministério Público, a cobrar uma maior clareza em muitas destas relações. Nota-se a presença de técnicos sérios nos departamentos de transportes e de comissões populares em prol dos transportes.
Além disso, a própria dinâmica da economia e do convívio social não permitiam mais a figura do dono de ônibus que brigava fora da lei com seus concorrentes ferozmente pelas linhas, que dirigia, cobrava e administrava e tão pouco dos empreendedores que não tinham uma relação transparente com a sociedade e o poder público.
E hoje, como resultado deste processo, tem se criado um divisor de águas importante: entre o empresário que tem a consciência de se modernizar e o que ainda insiste em passar por cima de leis e sobre os interesses coletivos.
Enquanto há donos de empresas de ônibus que ainda preferem por debaixo dos panos negociar linhas e permissões, há os que preferem as licitações e contratos de concessão, que são mais rígidos, mas que acabam sendo mais vantajosos em oferecer maior segurança jurídica para todos: dono de empresas, população e poder público.
Enquanto há empresários que ainda preferem remendar seus ônibus ou maquiá-los para dar aparência de novos, há os que se esmeram para estar de acordo com as novas exigências de operação e buscam certificações de qualidade como ISO 9001, de meio ambiente, como ISO 14001, controles de emissão de poluentes de seus ônibus, entre outros aspectos.
Estes empresários se modernizam e investem por caridade? Claro que não, mas porque têm a visão de que a sociedade está mudando. Eles entendem que passageiros e donos de empresas de ônibus não precisam e nem podem ser rivais. Afinal, a empresa de ônibus precisa do passageiro, mas o passageiro também precisa de uma empresa viável que tenha condições em investir em bons serviços.
Tais empresários sabem que os que não se modernizam, cedo ou tarde serão colocados fora dos sistemas. E é isso que eles querem e precisam. Associações de empresários hoje promovem campanhas para as viações lidarem de maneira adequada com o meio ambiente, com a população, em busca do respeito à lei e para contribuírem ainda mais com o desenvolvimento econômico e social. Entre elas estão a NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, Setpesp – Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo, Abrati – Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros, Fresp – Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo, entre outras. Em nossas coberturas jornalísticas do setor, vemos a preocupação destas entidades de manterem seus negócios. E o negócio de transporte só pode ser mantido se ele tiver transparência, ter sua importância reconhecida na formulação das políticas públicas e, acima de tudo, se o foco principal for o passageiro, que hoje é visto como cliente. Passageiro passa, cliente, usa todo o dia, precisa ser conquistado.
Por movimentos sociais, cobrando os representantes políticos por um transporte melhor e pela prioridade do transporte coletivo no espaço urbano, a população ajuda na maior fiscalização dos serviços e na atividade do empresário de ônibus que se moderniza. Não vandalizando os veículos e terminais, não proporcionando evasão de tarifas, o povo também colabora. Afinal, se um passageiro não paga, o outro vai pagar em dobro por ele.
Assim, apesar de cada classe ter seus interesses específicos, passageiros, poder público e donos de empresas de ônibus hoje em dia devem falar mesma língua. Transporte digno é bom para todos, dá conforto, dá boa imagem política e dá lucro de forma honesta.
Publicado em 07/01/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus