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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Navidad Solidario con Conductores en Buenos Aires

Olá visitante do Blog,

Desejo um Feliz e Próspero 2019 com muita luz para guiar seu veículo!

Boa viagem e pratique a direção defensiva!



Fonte: HighPluss Treinamentos, 2019.

Fonte: HighPluss Treinamentos, 2019.

Fonte: HighPluss Treinamentos, 2019.

Fonte: HighPluss Treinamentos, 2019.

Fonte: HighPluss Treinamentos, 2019.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Valorizar seu Motorista é uma decisão inteligente!

A HighPluss Treinamentos sempre atenta na evolução do perfil profissional dos motoristas, 
oferece "Palestra Motivacional" com o foco "Valorizar seu Motorista é uma Decisão Inteligente", 
sendo que está direcionada aos motoristas de ônibus, caminhões, vans, transporte escolar e taxistas.

Também está disponível para Transportadoras, Cooperativas, Sindicatos e Empresas que possuem frota própria de Transportes.


Contato pelo e-mail: jose@highpluss.com.br.

HighPluss Treinamentos agradece sua Confiança e Preferência. 
Muito Obrigado!



Seu motorista é "Feliz" com o trabalho?

Sua empresa valoriza o motorista?

Seu motorista é participativo?

Sua empresa sabe acolher o motorista?

Seu motorista têm autoestima elevada?

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Palestra sobre Gestão dos Conflitos nos Transportes Púbicos

Palestra VIP para Motoristas

                               Arquivo: HighPluss.



Sua empresa tem dificuldades na gestão dos conflitos com 
os Motoristas e os Cobradores?

   Como é administrado as relações entre a empresa e os profissionais 
   que prestam os serviços públicos nos transportes?

  Seus profissionais estão envolvidos ou comprometidos com os melhores   
  serviços?

   Qual o nível de qualidade e produtividade dos serviços que são gerados pelos 
   profissionais?

Quanto custa (R$) para a empresa ter os veículos parados na garagem da empresa? 

Investir na educação profissional dos motoristas  e cobradores, sem dúvida é uma decisão inteligente e estratégica na gestão dos transportes públicos. Pratique!

A HighPluss disponibiliza treinamentos para as empresas e profissionais do transporte público no sentido de socializar conhecimentos e experiências focados na melhoria contínua dos profissionais e serviços oferecidos a comunidade.

Motoristas e cobradores comprometidos, 
Empresa confiante,
Credibilidade dos Clientes!

Dica importante: Sem transparência não há comprometimento! Pense nisso!

Invista na melhor Educação e Seja Feliz na Vida! Pratique!


HighPluss Treinamentos
Contato: treinamentos@highpluss.com.br









segunda-feira, 21 de abril de 2014

Livro Motorista Comprometido - Autor José Rovaní Kurz


Fonte: José Rovaní, 2014.

A nova realidade do motorista profissional exige mais capacitação técnica e emocional, para que possa obter uma diferenciação na valorização profissional e na dirigibilidade segura do seu veículo automotor. Pense nisso!

Seja você um Multiplicador da Educação no trânsito, e Seja um Motorista Feliz! 

Aproveite ao máximo de suas viagens e passeios. Exerça suas competências na direção!

Adquira já o seu livro e faça a diferença no seu projeto de vida, entre em contato pelo 
e-mail: pedidos@highpluss.com.br e esclareça suas dúvidas.

Confira o video: https://www.youtube.com/watch?v=mARIv0TOXBY

Tenha uma Ótima Viagem e Seja Feliz!

Um abraço,

Autor 


Recomendação recebida:


Parabéns pelo livro Profº Rovani. Recomendação feita por Imanir Lorena, Professor e Supervisor da Transtusa em 07/05/2014.

Parabéns pelo livro, terminei minha leitura achei proveitosa pois me manteve atualizada perante algumas leis que eu desconhecia. Outra questão é a parte da liderança do motorista, realmente temos que trabalhar mais essa parte com eles, e creio que muitos desconhecem sua real importância dentro da empresa. E vamos a luta. Recomendação feita por Alessandro Duarte da Efitrans em 21/05/2014.

Muita satisfação em ver que o Senhor esteja empenhado em desenvolver assuntos ligados
a uma área tão importante para o desenvolvimento e aperfeiçoamento dessa classe ainda 
não muito respeitada e que merece toda a atenção no setor.  Espero contar também com 
um pouco da minha experiencia se possível e ajudar no que for preciso em busca de um 
reconhecimento e melhoramento desse perfil de grandes méritos. Um grande abraço e muito sucesso Professor Rovani. Recomendação feita por Anério Possenti em 23/05/2014.

Achei muito interessante a abordagem do livro, com uma linguagem clara e objetiva ele passa bem a mensagem da importância do tratamento do motorista como parte integrante da gestão, ou seja, sem seu envolvimento, ou como o livro diz pelo título, seu comprometimento com a empresa, as condutas seguras serão mais importantes para o condutor em seu dia-a-dia. Todavia, ao agregar o motorista no sistema de gestão de pessoas, como uma parte importante do sistema de gestão, busca-se o total envolvimento com a empresa, trazendo uma preocupação com todo o processo, uma vez que ele, o motorista, se sentirá valorizado e buscará práticas condizentes com a segurança em suas funções; agora não por imposição, mas por concluir que boas práticas de segurança no trânsito trás muitos benefícios tanto para ele como para a empresa, como consequência toda a sociedade ganha neste processo. Parabéns e sucesso com este e os próximos livros! Recomendação feita por Magno Júnior - PRF/SC em 12/06/2014.







sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Falta de capacitação dos motoristas

Cargo 2842
A partir de jan/2014 todos os veículos  vendidos no país deverão ser equipados com freios ABS, incluindoônibus, caminhões e semi-reboques. Será hora de capacitar motoristas, experientes ou novatos, para utilizar essa novidade. Frear um veículo equipado com freios ABS requer uma mudança de hábito porque quem não estiver acostumado poderá reagir de forma incorreta.
Quando os sensores do ABS percebem que pode ocorrer o travamento das rodas, o sistema alivia a pressão e o pedal transmite uma vibração nitidamente sentida pelo pé. Uma reação comum é tirar o pé do freio, o que é não apenas errado, mas tremendamente perigoso em determinadas situações. Por mais experiente que seja o motorista, é uma tecnologia desconhecida e, portanto, requer treinamento.
É muito importante que frotas e empresas de transporte, seja de carga ou de passageiros, tenham em seu quadro um motorista instrutor para treinar os demais, receber novos veículos e novas tecnologias e transmitir isso aos demais.
E os motoristas que hoje compõem o quadro da empresa, sejam eles contratados ou agregados, será que estão adequadamente treinados? Será que realizam as tarefas corretamente? Em vista dos acidentes que vemos diariamente no noticiário, em especial com veículos de carga, é certo que boa parte não atende aos requisitos necessários.
Em matéria publicada na revista Transporte Mundial, edição 117 de março deste ano, tratando dos desafios do transporte da esperada safra recorde de grãos, havia um quadro com recomendações para cuidar bem dos implementos (reboques e semirreboques) e, dentre as recomendações citadas, vou destacar apenas duas:
- verificar semanalmente as condições da quinta-roda e pino-rei
- regulagem do ajustador de freio-mecânico a cada 2.000 km.
Vamos, então, fazer uma simulação. Uma viagem de ida e volta entre São Paulo – SP e Belém – PA, são quase 6.000 km. Se o ajustador de freio deve ser regulado a cada 2.000 km, saindo de São Paulo a primeira regulagem será em Colinas do Tocantins – TO, pouco antes de Araguaína. A segunda, próximo a Guaraí, também no Tocantins. E a terceira já de volta a São Paulo.
Quantos motoristas fazem isso? Se não houver uma oficina ou um mecânico para fazer a regulagem, o motorista está capacitado para realizar ele mesmo essa tarefa? E a empresa, orienta para que isso seja feito e dá o treinamento necessário? Vou mais além: a empresa tem em seu quadro alguém capacitado para dar tal treinamento e verificar, no retorno à base, se foi feito?
Um amigo sempre diz que, quando estamos numa transportadora, é fácil saber quem é motorista: é só procurar um grupo reunido jogando palitinho. Brincadeira à parte, um fato sempre me chama a atenção em tal situação.
Num grande pátio, com diversas docas com caminhões estacionados, nunca vejo os motoristas aproveitando o tempo enquanto aguardam o carregamento ou descarregamento da carga para verificar pneus, luzes, nível de água ou óleo, estado dos limpadores de para-brisas, etc.
Mesmo naquelas raras frotas que fazem uso de um check-list, é difícil encontrar um motorista aproveitando esse tempo parado para fazer algo útil e que trará mais segurança para sua viagem e para ele próprio.
É triste ver um equipamento que custa tão caro ser mal utilizado e mal cuidado. E quando o acidente acontece, vem a velha e esfarrapada desculpa de que “o freio falhou”. Pode até ser, mas muito antes falhou quem tem obrigação de cuidar dele.
Fonte: Editora Na Boléia – Texto Pércio Schneider

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Faixa exclusiva para ônibus em São Paulo - Capital

28/10/2013 - Para conhecimento e registro do trânsito em São Paulo - Capital nas proximidades do Aeroporto de Congonhas. Imagens da utilização da faixa exclusiva para ônibus...

Arquivo: José Rovaní, 2013.

Arquivo: José Rovaní, 2013.

Arquivo: José Rovaní, 2013.

Arquivo: José Rovaní, 2013.

Palestrante José Rovaní
Palestra VIP para Motoristas -  Hands On
Contato: treinamentos@highpluss.com.br

domingo, 25 de agosto de 2013

TREINAMENTO DE SEGURANÇA DE TRÂNSITO NA PRÁTICA


direção defensiva - ônibus
Ônibus em treinamento de frenagem e direção com segurança da Leblon em Mauá. Várias situações reais foram simuladas e reforçaram para os motoristas os conceitos sobre prevenção de acidentes e responsabilidade para com vidas. Foto: Adamo Bazani.
VEJA O VÍDEO:
Segurança na prática
Empresa de ônibus Leblon, em Mauá, realiza treinamento prático sobre condução segura, inclusive em situações de emergência
ADAMO BAZANI – CBN
Segurança é um o principal aspecto a ser observado no trânsito, que a cada dia está mais violento. Por ano, de acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, morrem pelo menos 1,2 milhão de pessoas em todo o mundo em acidentes automobilísticos. O número de pessoas com sequelas momentâneas ou definitivas passa de cinco milhões.
Apesar de ser consenso que direção segura é fundamental para que vidas e recursos financeiros sejam poupados; pelo estresse, pela pressa ou mesmo até excesso de confiança, as pessoas se esquecem dos conceitos básicos de prevenção de acidentes e cometem imprudências, muitas vezes com resultados fatais.
Quando se trata de motoristas profissionais, o cuidado tem de ser maior ainda. Isso porque eles passam mais tempo ao volante, estão mais sujeitos ao estresse do trânsito e no caso do transporte de passageiros, são responsáveis diretos por milhares de vida.
A Leblon Transporte de Passageiros, empresa que opera em Mauá, na Grande São Paulo, e nas cidades de Fazenda Rio Grande e Curitiba, no Paraná,realizou nesta quinta-feira, dia 22 de agosto de 2013, um treinamento inédito no ABC Paulista sobre segurança no trânsito.
Uma rua foi fechada e os motoristas puderam ver na prática os riscos de frenagens bruscas e a necessidade de sempre dirigir com atenção, mantendo distância segura de veículos à frente, assim como de obstáculos e em faixas de pedestres.
A via foi demarcada para mostrar por quantos metros o ônibus ainda se movimenta mesmo depois de uma forte frenagem.
Ao final da pista, bonecos infláveis simularam pedestres. No treinamento foram usados três modelos de veículos: um micro-ônibus, um ônibus convencional e um ônibus articulado com freio ABS. Os veículos foram conduzidos pelo instrutor da empresa numa velocidade de 50 km/h e eram freados repentinamente num determinado ponto.
As simulações se deram em cenários diferentes: com o ônibus com passageiros e em pista seca e posteriormente em pista molhada.
Os resultados foram surpreendentes até para quem é motorista por vários anos.
“Uma coisa é passar conceitos para os profissionais, outra é mostrar na prática o que pode acontecer em casos de emergência. Manter a velocidade estipulada na via e a distância segura do veículo da frente é essencial. Por exemplo, a reação de uma pessoa ao volante durante um fato inesperado pode durar dois segundos, entre assimilar a situação, tirar o pé do acelerador, colocar no freio e acertar a direção. Um ônibus, nestes dois segundos a 50 km/h pode percorrer até seis metros durante a frenagem, uma distância que pode determinar entre se evitar ou não um acidente” – explicou o instrutor de motoristas da Leblon Mauá, José Carlos Rodrigues.
“O treinamento trouxe para a gente na prática o que aprendemos na teoria. Certamente foi produtivo e vamos dirigir com mais segurança ainda e respeito ao passageiro” – disse o motorista Luis Roberto Brito de Oliveira, que possui habilitação E para carretas e ônibus articulados.
“Os motoristas também se passaram por passageiros, no momento em que o ônibus foi freado bruscamente e sentiram de fato o que os usuários passam quando o veículo é mal conduzido. Um treinamento como este, além de qualificar o profissional, traz benefícios aos clientes da empresa de ônibus, já que os motoristas começam, depois de verem na prática as situações, a dirigir com mais prudência” – contou a analista de RH – Recursos Humanos da Leblon em Mauá, Vanessa Bernardes.
“O treinamento, acima de tudo, mostrou que dirigir é um ato de amor e cuidado para com vidas e temos a certeza de que pela maneira como foi aplicado, ele ficará marcado positivamente para sempre nestes profissionais” – completou José Carlos Rodrigues, instrutor da Leblon em Mauá.
Publicado em 22/08/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Palestrante José Rovaní na Rádio Clube de Joinville




Agradeço a oportunidade da Rádio Clube de Joinville, Patricio, Elias e Mari que possibilitaram a socialização do Projeto do Motorista Profissional que venho realizando nas empresas em favor de um transporte público mais confiável e seguro para os passageiros transportados em ônibus.


Abraço e sucesso para a Equipe da Rádio Clube de Joinville!






Palestrante José Rovaní 
HighPluss Treinamentos
Contato: treinamentos@highpluss.com.br

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Palestras VIP sobre Administração dos Conflitos nos Transportes


Arquivo: HighPluss, 2013.

Durante o dia de hoje foram ministradas Palestras sobre "Administrando os Conflitos nos Transportes" na Empresa Transtusa de Joinville.

Excelentes aprendizados foram gerados durante as palestras para os motoristas. Sem dúvida, motoristas motivados e capacitados fazem a diferença no trânsito e na vida dos passageiros transportados.

Muita luz e sabedoria para Equipe Transtusa na gestão dos transportes públicos em Joinville.

Muito obrigado,

Palestrante José Rovani
HighPluss Treinamentos - Joinville
Contato: treinamentos@highpluss.com.br

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Palestrante José Rovani na Transtusa - Joinville

Arquivo: HighPluss, 2013.

Durante o dia de hoje foram ministradas Palestras sobre "Administrando os Conflitos nos Transportes" na Empresa Transtusa de Joinville.

Parabenizo aos Motoristas Profissionais pela presença, motivação e excelentes contribuições para o melhor entendimento e melhores práticas para saber lidar com as situações de conflitos nos transportes.

Agradeço a Empresa Transtusa pelo convite e oportunidade em estar socializando conhecimentos e experiências para os Motoristas Profissionais.

Muita luz e sabedoria para Equipe Transtusa na gestão dos transportes públicos em Joinville.

Muito obrigado,

Palestrante José Rovani
HighPluss Treinamentos - Joinville
Contato: treinamentos@highpluss.com.br

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dia do Motorista: momento de reflexão e visualizar o futuro profissional

Dia 25/07/2013 – Para homenagear o “Dia do Motorista” nesse ano, identifiquei motoristas que atualmente estão estudando no Curso de Tecnologia em Logística na Faculdade Anhanguera de Joinville. Para mim na condição de Professor é muito gratificante ter alunos desse nível em sala de aula, que contribuem com suas experiências e conhecimentos agregando valor no ambiente acadêmico.

O Sr. Adriano Alexssander da Luz atua na empresa Verdes Mares e o Sr. Lorivaldo Bastos atua na empresa Gidion de Joinville, sendo que ambos atuaram na função de motorista, e hoje o Sr. Adriano presta serviços de apoio para a equipe dos motoristas e o Sr. Bastos é instrutor de treinamento dos motoristas.

Para registrar o “Dia do Motorista” organizei uma entrevista com os Srs. Adriano e Bastos através de perguntas dirigidas aos entrevistados, com o objetivo de saber suas opiniões a respeito da profissão do motorista e o futuro profissional.

1)   O que você considera importante na profissão do motorista?
Adriano: Ser humano, responsivo, eficiente, eficaz, educado, atencioso, humilde, bom caráter, ter disciplina, cuidar do corpo e da mente, é importante repousar para poder cumprir com sua jornada da melhor forma possível.

Bastos: comportamento, conhecimento de profissão, gostar de pessoas, saber fazer e querer fazer aquilo que ele faz sempre bem feito.

2)   Quais os valores fundamentais para tornar-se um motorista profissional?
Adriano: confiança, amor pelo que faz, geralmente os motoristas profissionais são apaixonados pelo volante e a maioria se coloca no lugar das outras pessoas, trazendo para si a responsabilidade e o cuidar dos outros, tornando isso um dos fatores mais importantes na profissão, porque quando um profissional do volante dirigi com responsabilidade se preocupando com o próximo seja ele um cliente(usuário), um pedestre, uma bicicleta ou até mesmo um veiculo pequeno, ele tem êxito no que faz porque se preocupa com o próximo acima de tudo.(tem que ter Dom).

Bastos: ética, respeito e caráter.

3)   Qual foi a melhor experiência vivida no exercício da profissão de motorista no transporte de passageiros?
Adriano: o retorno dos clientes, o valor que eles dão ao profissional quando adquire confiança isso não tem preço, você chegar ao ponto do cliente apertar na sua mão e dizer que bom que é você, fico tranquilo de viajar com você, sei que estamos em boas mãos.

Bastos: uma experiência muito importante na minha carreira de motorista foi no ano de 1998 quando a empresa fez uma homenagem a todos os motoristas e fui escolhido para representar os colegas de trabalho. Na ocasião elaborei um discurso que falava das qualidades do profissional do volante e fui aplaudido de pé. Isso marcou muito na minha vida.

4)  Qual é o maior objetivo de estar estudando na faculdade e cursando o curso de tecnologia em logística?
Adriano: o objetivo é presentear meu Pai com minha formação que é um sonho dele, mas ele não pode realizar pelo fato de muito novo ter que começar a trabalhar e largar os estudos, e a faculdade vai contribuir e muito para realizar esse sonho e me transformar em uma pessoa melhor e um profissional capacitado. Busquei a logística porque desde criança comecei a trabalhar com meu Pai que sempre foi caminhoneiro e sempre trabalhei nessa área e por isso me sinto mais confortável, além de ter um excelente mercado nessa área, onde me sinto em casa.

Bastos: o objetivo é crescer profissionalmente, crescer como ser humano, alcançar um cargo melhor dentro da empresa para dar um futuro melhor para os meus filhos. 

Parabenizando os Srs. Adriano Alexssander da Luz e Lorivaldo Bastos estendo o meu reconhecimento a todos os motoristas que exercem diariamente com profissionalismo sua missão de bem servir as pessoas que confiam na prestação dos serviços para sociedade.

Desejo Muita Luz e Sabedoria para cada Motorista!

Palestrante José Rovani - HighPluss Treinamentos
Palestra VIP para Motoristas - Hands On

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mobilidade Urbana: Dinheiro tem, faltam projetos de qualidade


ônibus
Mobilidade Urbana. Governo Federal diz que possui recursos, mas que as prefeituras não conseguem as liberações de dinheiro porque não apresentam projetos de qualidade. Absurdos vão desde planos que não contemplam demanda e impacto ambiental até obras mirabolantes em casos que corredores de ônibus, mais baratos e eficientes, dariam conta do número de passageiros. Foto: Adamo Bazani.
Mobilidade Urbana: Não falta dinheiro. Faltam projetos de qualidade
Verbas estão disponíveis, mas prefeituras e estados não apresentam obras que justifiquem os gastos ou mostram ideias mirabolantes
ADAMO BAZANI – CBN
A falta de comprometimento dos estados e municípios com o transporte público, já que sempre adotaram políticas que privilegiam os transportes individuais, é tão grande que hoje o setor de mobilidade enfrenta um problema que nos anos de 1990 ninguém imaginaria que poderia acontecer.
Há dinheiro para obras, mas não existem projetos de mobilidade de qualidade apresentados pelos municípios e estados que justifiquem os gastos.
Durante décadas o Governo Federal simplesmente se isentou da mobilidade urbana, jogando toda a responsabilidade para estados e municípios.
Depois do anúncio que o Brasil sediaria a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas no Rio de Janeiro, para não ficar feia a imagem do País na comunidade internacional, o Governo Federal decidiu se mexer. Enquanto o atraso na mobilidade e a falta de prioridade ao transporte público “apenas” afetavam os cidadãos brasileiros, tudo bem! Mas deixar gringo usar trens velhos, metrôs abarrotados e ônibus antigos com motores dianteiros, aí não!
Foi criado o tal de PAC – Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade. Primeiro para as cidades-sede depois para outros municípios, já que as cidades são interligadas e que o trânsito e a poluição são problemas que acabam com vidas e inúmeros recursos todos os anos.
Recentemente, depois da onda de protestos por transportes mais dignos para os passageiros brasileiros (eles que pagam salários de políticos e lucros de empresas), Dilma Rousseff anunciou mais R$ 50 bilhões para mobilidade urbana: metrô, corredores de ônibus expressos, corredores de ônibus mais modernos – BRT – Bus Rapid Transit, entre outros.
Só que este dinheiro não vai ser revertido para o bem estar do povo brasileiro tão já.
São poucas as prefeituras e até estados que têm projetos de qualidade, isso quando possuem algum.
O Ministério das Cidades têm disponíveis desde 2011, R$ 89 bilhões para a mobilidade urbana. Mas até agora só conseguiu contratar R$ 40 bilhões. Deste total, apenas R$ 2 bilhões em obras foram concluídos. Cerca de R$ 3 bilhões foram liberados para pagar apenas etapas de projetos que ainda não focaram prontos completamente.
Pedidos por parte das cidades não faltam. Mas normalmente faltam estudos de impacto ambiental, projetos funcionais, projeção de demanda, qual tipo de modal é mais interessante e o pior: há projetos em nome da mobilidade urbana que ainda só privilegiam o transporte individual.
Por incrível que pareça: há ainda cidades que entendem que mobilidade é construir um túnel, alargar uma avenida, fazer uma rotatória, num local onde se houvesse um corredor de ônibus de verdade (e não apenas uma faixa) ou uma linha de metrô, muita gente poderia deixar o carro em casa e as obras viárias mais caras e espaçosas seriam desnecessárias.
Há um protocolo burocrático a ser seguido quando o Ministério das Cidades libera os recursos e aí revela-se um descompasso entre prefeituras e Governo Federal no qual nenhum dos dois têm razão.
A burocracia é grande, o que dificulta muito as prefeituras. Mas se não houvesse exigências, muito dinheiro seria gasto à toa.
Além de projetos mal feitos, há obras mirabolantes: modais de alto custo em locais onde corredores de ônibus dariam conta. Ou ao contrário. Projetos de baixa e média capacidade onde só o metrô daria conta.
Para tentar resolver o problema, a Ministério das Cidades liberou a possibilidade de verbas para a elaboração dos projetos.
Os Ministérios da Educação e da Saúde estão mais avançados. As prefeituras nestas áreas devem seguir um padrão. Virem com projeto pronto e só conseguiam a liberação dos recursos federais quando as obras já estivessem ao menos 30% prontas. Tem de possuir dinheiro para começar a obra, para depois concluir.
No caso dos transportes, enquanto as prefeituras não sabem o que apresentar, técnicos, engenheiros, a sociedade civil e até as empresas de transportes têm ideias que são desprezadas, pois todos estes agentes trazem o conhecimento acadêmico com a realidade das ruas dos transportes. Mas nenhum deles talvez engorde as máquinas públicas como os burocratas de prefeituras.
Alguns destes exemplos de qualidade já estão presentes em todo o País, como o sistema de corredores de ônibus de Curitiba, o Corredor Metropolitano ABD (São Paulo, Santo André, Mauá, São Bernardo do Campo e Diadema) e o metrô de São Paulo, que precisa crescer.
Mas algumas prefeituras e governadores querem inventar a bola quadrada

Publicado 01/07/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus. http://blogpontodeonibus.wordpress.com/2013/07/01/mobilidade-urbana-dinheiro-tem-faltam-projetos-de-qualidade/

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Gidion e Transtusa adquirem 10 unidades do Viale BRS


ônibus
Marcopolo Viale BRS vão operar no sistema de transportes de Joinville. Veículos possuem maior capacidade de passageiros. Foto: Vitor Leite/Marcopolo
Gidion e Transtusa recebem 10 Viale BRS
Empresas operam em Joinville. Modelo tem capacidade maior de transportes
ADAMO BAZANI – CBN
As empresas Gidion e Transtusa – Transporte e Turismo Santo Antônio, que operam em Joinville, Santa Catarina, receberam 10 unidades do modelo de ônibus Marcopolo Viale BRS, considerado um dos mais modernos e com design mais avançado pelo mercado para a sua categoria.
Os ônibus vão ser usados em linhas do estilo troncal ligando terminais e estações de alto movimento na cidade.
Cada empresa comprou cinco unidades. Em nota à imprensa especializada, o diretor de operações comerciais da Marcopolo, Paulo Corso, disse que as dimensões do ônibus possibilitam um melhor aproveitamento do espaço urbano pela sua maior capacidade de transporte.
“Os novos veículos possuem comprimento de 13,4 metros, o que possibilitou a colocação de mais poltronas e a ampliação do espaço interno. Essas modificações proporcionam aos passageiros mais segurança e conforto nas viagens”, explica o executivo na nota.
Cada Viale BRS que vai operar em Joinville pode transportar 79 pessoas, sendo 39 sentadas e 40 em pé, entre os bancos há seis poltronas para idosos, portadores de deficiência, pessoas recém-operadas ou machucadas, com crianças de colo, além de uma poltrona para pessoas que sofrem com obesidade e um lugar para fixação de cadeira de rodas ou para cão-guia acompanhante de quem possui restrição visual.
O design interno foi concebido para oferecer conforto aos passageiros e saber melhor usar a área interna, inclusive para facilitar a locomoção dentro do veículo.
A largura interna e a altura são maiores. Os dutos de ar condicionado e de iluminação são mais modernos e sobre as janelas há espaço para colocação de publicidade interna.
Os modelos de Joinville são chassi Volkswagen 17-280 OT de piso baixo, com 280 cavalos de potência.
Publicado em 12/06/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Excelente Reportagem da Ana Maria MAIS VOCÊ sobre Transportes Públicos no Rio de Janeiro

Recomendo, que assista a excelente reportagem (15/04) da Ana Maria (MAIS VOCÊ) sobre a 

qualidade dos serviços prestados nos ônibus do Rio de Janeiro, que é uma pequena amostra

do que acontece diariamente em todo o Brasil. 


Investir na educação profissional é uma decisão inteligente! 


Praticar novos aprendizados é a solução!!!


Acesse os links: 

http://globotv.globo.com/rede-globo/mais-voce/v/geovanna-tominaga-sente-na-pele-o-sufoco-de-quem-anda-de-onibus-no-rio/2517044/

http://globotv.globo.com/rede-globo/mais-voce/v/veja-flagrantes-de-problemas-com-onibus-no-rio/2517051/

http://globotv.globo.com/rede-globo/mais-voce/v/motorista-de-carro-conta-flagrante-de-onibus-em-alta-velocidade/2517056/

Parabéns a você visitante por estar interessado em saber mais sobre a realidade dos transportes públicos!

Palestrante José Rovani
Especialista em Transportes Públicos
HighPluss Treinamentos - Joinville

quinta-feira, 7 de março de 2013

UMA CULTURA DE MOBILIDADE



José Antônio Fernandes Martins
José Antônio Fernandes Martins, presidente da FABUS e vice-presidente da Fiesp e Fiergs está otimista quanto aos investimentos do Governo Federal em Mobilidade e acredita que as ações em prol da modernização dos transportes urbanos devem continuar mesmo depois da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016. Foto: Antônio Moreira.
Indústria de ônibus pode bater recorde histórico de produção em 2013
As estimativas são positivas. De acordo com o presidente da FABUS e vice-presidente da Fiesp, em entrevista exclusiva ao Canal do Ônibus / Blog Ponto de Ônibus, José Antônio Fernandes Martins, indústria nacional já começa com uma carteira de 12 mil ônibus
ADAMO BAZANI – CBN
A indústria brasileira de ônibus pode bater mais um recorde histórico em 2013, superando o bom desempenho de 2011, quando foram feitos mais de 31 mil veículos de transportes coletivos.
E a melhor notícia para os fabricantes é que boa parte desses ônibus já está encomendada. O ano começa com uma carteira de encomendas de mais de 12 mil veículos.
Boa parte destes números positivos para a produção de ônibus será resultado de investimentos públicos diretos.
Quem revela é José Antônio Fernandes Martins, presidente da FABUS – Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus, que reúne as encarroçadoras, vice-presidente da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, vice-presidente da Fiergs – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, executivo da fábrica de carrocerias Marcopolo e um dos fundadores da Volare, e membro do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp e do IEDI – Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial.
Martins atendeu ao Canal do Ônibus e Blog Ponto de Ônibus com exclusividade nesta quarta-feira, dia 06 de março de 2013, na sede da Fiesp, na Avenida Paulista, em São Paulo.
Os números positivos referentes às licitações vão trazer um impacto maior paras as fabricantes, já que as compras púbicas se dão de maneira direta. Revendedores, concessionárias e representantes se beneficiam mais pela venda aos frotistas e autônomos, que também deve crescer.
Muitas regiões e sistemas precisam de modernização dos veículos. Como exemplo, Martins citou algumas regiões que necessitam de renovação de frota, como os ônibus intermunicipais do ABC Paulista, cujas idades chegam a 15 anos de uso, e os ônibus de linhas interestaduais e internacionais que possuem idade média de 9,8 anos. A licitação da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, que deveria estar mais avançada, prevê idade máxima de 10 anos de uso e média de 5 anos.
Martins reconhece que a maior ação do Governo Federal em prol da mobilidade urbana tem influência de eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas de 2016, mas não acredita que depois destes eventos, os investimentos no setor caiam, isso pela exigência da população e pelos ganhos de competitividade que a mobilidade urbana traz para todo o País, inclusive para o setor industrial.
“Está se criando uma cultura de investimentos, uma cultura da mobilidade, a cultura de se poder viver num centro urbano de maneira civilizada. Hoje pessoas em São Paulo perdem quatro horas por dia em deslocamentos, as pessoas perdem um mês por ano viajando. Isso é uma desumanidade e o povo não vai agüentar mais”
O executivo diz que hoje não só as cidades e as pessoas, mas a indústria sofre muito pela falta de transporte coletivo adequado. São funcionários que não rendem porque já chegam cansados ao serviço, atrasados, e também o trânsito dificulta o escoamento de cargas. Com mais ônibus nas ruas e menos carros de passeio, será possível aproveitar melhor o espaço urbano e aumentar a velocidade comercial também dos veículos de carga.
Segundo Martins, a Mobilidade Urbana é ponto decisivo na competitividade mundial de qualquer indústria. Uma cidade com trânsito difícil significa mais custo de transportes, que por sua vez influencia no preço final dos produtos e no seu poder de concorrência no mercado internacional.
José Antônio Fernandes Martins concorda com projeção feita pelo presidente da Empresa de Planejamento e Logística, Bernardo Figueiredo, de que a infraestrutura no Brasil precisa entre R$ 500 bilhões e R$ 600 bilhões de investimentos até 2016.
Quanto a uma possível invasão de ônibus chineses no Brasil, a indústria brasileira diz que está preparada pela qualidade de seus produtos. Mas se mesmo assim, a presença de ônibus asiáticos ameaçar a concorrência dos veículos nacionais, há táticas comerciais, como a indústria brasileira importar os ônibus que ela mesmo produz na Ásia.
“E além de tudo nós temos estratégias de proteção. Nós da Marcopolo, por exemplo, temos uma fábrica grande na Índia, em parceria com a Tata, onde produzimos 15 mil ônibus, temos também uma fábrica na China e que se houver uma penetração de chineses exagerada em nosso território por cobrarem preços mais baixos, vamos mandar para cá os ônibus que produzimos lá que é o mesmo preço que dos ônibus deles. Vamos importar os ônibus indianos e chineses das nossas fábricas, mas vamos mante4r o nosso mercado aqui sem sermos destruídos pelos chineses.”
Segue a íntegra da entrevista:
Adamo Bazani: Quais são as perspectivas para a indústria brasileira de ônibus para o ano de 2013, tanto em relação aos negócios como na questão de mobilidade urbana?
José Antônio Fernandes Martins: Antes é necessário deixar claro o seguinte aspecto. Muito se fala em mobilidade no Brasil e as razões pelas quais ela se deteriorou. A última planilha do Ministério das Cidades mostra que hoje nós temos um número impressionante de 73 milhões e 700 mil veículos entre carros, caminhões, comerciais leves, ônibus, motos, etc. Este número do Ministério das Cidades é de julho de 2012. Dez anos atrás, em 2002, este número era exatamente de 35 milhões de veículos. De 35 milhões para mais de 73 milhões significa que houve um acréscimo de 110% de número de veículos que entraram em nossa infraestrutura. E aí nós perguntamos. Nestes 10 anos, se os veículos subiram 110% em quantidade, quanto que nossa infraestrutura melhorou? Eu arriscaria dizer que não mais de 10%. Esse descompasso fez com que os congestionamentos aumentassem, aumentasse o número de acidentes, aumentasse a contaminação ambiental. Toda essa falta de mobilidade faz com que o país ande devagar, prejudique a nossa competitividade, liquide com nossa produtividade e faz com que as indústrias acabem sofrendo impactos muito violentos na sua produção. A nossa indústria de transformação ela encolheu 2,7% no ano de 2012, principalmente prejudicada pela “invasão” dos produtos chineses.
No ano de 2011, o déficit entre importação e exportação estava em torno de US$ 92 bilhões, que nós compramos mais que vendemos. Este ano, de acordo com a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), nós devemos chegar a US$ 105 bilhões de importações acima das exportações. São números que mostram os empregos que nós geramos lá fora.
Essa falta de mobilidade que retira nossa competitividade tem de ser solucionada pelo Governo. O Governo então vendo que isso tudo estava esmagando o nosso PIB, que no ano passado foi ridículo, de 0,9%, lançou vários planos para evitar perdas maiores. Lançou o Plano Brasil Maior, no qual está incluída a desoneração da folha de pagamento para 41 setores da economia, dos quais o último foi o setor de construção civil, onde também estamos nós fabricantes de ônibus e trens e onde estão as empresas operadoras de transporte coletivo. Esse plano vai possibilitar uma situação melhor para o segmento de transportes. Depois surgiu o PSI 4 – Programa de sustentação do Investimento, do Finame, reduzindo os juros que eram de 10%, para 7,5%, depois baixou para 5,5% e de 5,5% para 2,5% no ano passado. Juros de 2,5% até dezembro do ano passado eram juros negativos se for levar em conta que nossa inflação quase chegou a 6%, nós temos um “juro negativo” em torno de 3,5%. Este ano aumentou um pouquinho, passou de 2,5% para 3 %, mas ainda é uma taxa de juro altamente confortável. O Governo Federal ainda colocou vários incentivos de financiamento para a exportação, tanto que para o setor ônibus, esta exportação já deu sinais extraordinários de melhora já no ano passado, aumentando a exportação de 2011 para 2012 para 5,2%.
Além disso, foi criado ainda o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – Mobilidade de R$ 32,8 bilhões, pelo qual o Governo está investindo em infraestrutura viária urbana, como corredores de ônibus, vias segregadas, plataformas de embarque, sistema de sinalização, tudo isso num sentido de fazer com que o trânsito na cidade adquira uma maior velocidade comercial. Hoje nós aqui em São Paulo, quando tudo vai bem, a média de velocidade é de 9 quilômetros por hora. Se você caminhar ligeiro, caminha mais rápido que o trânsito. Numa via segregada para ônibus como tem na Colômbia (Transmilênio, de Bogotá), como tem em Curitiba, a velocidade comercial em média pode chegar a 25 km/h, 28 km/h até 30 km/h. Nesta velocidade comercial, é possível criar uma atratividade para as pessoas deixarem o carro em casa em andar de ônibus, trocar o transporte individual pelo transporte público, pois as pessoas querem chegar rapidamente ao destino, não importa como. Então, esse PAC Mobilidade está investindo na infraestrutura viária, no sistema de metrôs, no sistema de VLT – Veículo Leve Sobre Trilhos, no BRT – Bus Rapid Transit , que vai casar a oferta de ônibus modernos e maiores pela indústria com a infraestrutura necessária para estes veículos rodarem. Depois do PAC da Mobilidade, foi lançado em fins de junho pela presidenta Dilma Rousseff, o PAC Equipamentos, onde foi estabelecida compra de 8 mil 570 ônibus escolares, todos financiados pelo FNDE – Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação. Só o PAC Equipamentos faria com que o mercado de ônibus de 2012 fechasse tão bem quanto o mercado de 2011 que foi um recorde. Só que como esse PAC Equipamentos foi publicado no final de junho, e começou a operar em meados de julho, as montadoras e as encarroçadoras de ônibus, não tiveram condições de montar os 8 mil 570 ônibus. Foram feitos no ano passado cerca de 4 mil 500 ônibus escolares e ficou o restante de quase 4 mil ônibus que não puderam ser produzidos. E por isso, pela falta desses quase quatro mil, o nosso mercado interno fechou 2012 com déficit de produção de 10% em média. Chegou a 28 mil 600 ônibus. Se tivéssemos colocado mais 3 mil 500 ou 4 mil ônibus, que não foram produzidos mas foram encomendados pelo PAC Equipamentos, nós faríamos em 2012 uma produção maior que o recorde de 2011., mesmo com todas as dificuldades de 2012, como a adaptação do empresariado para a tecnologia de redução de poluição Euro V e o fraco desempenho da economia nacional.
Esta quantidade que não foi produzida agora será contabilizada para 2013. E ainda no final, em novembro de 2012, a presidenta da República através do FNDE lançou mais uma licitação de 8 mil ônibus para o Programa Caminho da Escola Rural que serão entregues para este ano de 2013. Em 2013, já iniciamos com uma carteira de 4 mil que sobrou do ano anterior mais 8 mil do Caminho da Escola Rural, como resultado são 12 mil ônibus, além de 800 ônibus para transporte de pessoas com necessidades especiais. Num mercado de 31 mil ônibus, já temos aí um caminho bom pela frente. Nós esperamos que 2013, com a manutenção do PSI 4 (Programa de Sustentação do Investimento), com a existência da desoneração das fabricantes e das empresas operadoras (cujo impacto deve ser muito grande pela quantidade de pessoas que empregam), tudo isso vai favorecer para que as empresas partam para comprar mais ônibus.
ADAMO BAZANI: E muitas cidades precisam dessa renovação e não precisa ir longe da capital para encontrar frotas velhas, como dos ônibus intermunicipais do ABC Paulista.
JOSÉ ANTÔNIO FERREIRA MARTINS: Tem ônibus nessa região com idades entre 12 e 15 anos. E não é só o segmento de urbanos. Se formos ver os ônibus interestaduais e internacionais, a idade da frota é de 9,8 anos de idade. As ações governamentais e da indústria estão sendo feitas de uma maneira que a gente possa melhorar todo esse sistema. O Governo criou agora, paralelamente a isso, o PAC Ferrovias e Rodovias, com 10 mil quilômetros de ferrovia e 7,5 mil quilômetros de rodovia, nessas rodovias fala-se na duplicação e concessão de novos modais, o que vai fazer com que as rodovias fiquem melhores, mais bem pavimentadas, vão dar mais velocidade comercial e com isso, haverá benefício no transporte coletivo também.
Este PAC Ferrovias e Rodovias que vai começar a partir do final deste ano, com mais as outras ações em andamento e o custo menor da energia elétrica vai reduzir o nosso custo geral e fortalecer nosso poder de competição. As alterações no câmbio também nos dão mais margem de competitividade.
Com menos custos, nossos clientes, os operadores de ônibus urbanos e rodoviários, também terão condições de comprar mais. O valor da desoneração vai poder ser empregado na compra e na remodelação da frota, que era uma coisa que eles precisavam, mas não esperavam.
ADAMO BAZANI: O que percebemos é que nunca o Governo Federal se envolveu tanto na questão da mobilidade urbana, setor há muito tempo esquecido por esta esfera de poder, cuja responsabilidade caía somente sobre as costas dos Estados e municípios. Claro que parte desse envolvimento se deu depois que o Brasil foi anunciado como sede de eventos internacionais que exigem modernização nas cidades, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Há o risco de depois de estes eventos passarem, a situação se reverter e diminuir novamente o compromisso do Governo Federal com a mobilidade urbana?
JOSÉ ANTÔNIO FERNANDES MARTINS: Acho que existe uma lei básica no mundo dos negócios de que o desenvolvimento chama desenvolvimento e retração chama retração. Na medida que nós criarmos uma infraestrutura para termos melhor mobilidade, o povo não vai aceitar uma redução dessa mobilidade e o governo não vai suportar com que a competitividade do sistema diminua porque se parou de investir. Os investimentos em mobilidade começam e não têm como parar. É uma escada que se vai subindo e não tem como descer. Se descer, destrói com todo o sistema urbano, com todo o sistema rodoviário. Eu vejo que todos estes investimentos que o Governo tá fazendo são apenas um princípio. O próprio presidente da EPL – Empresa de Planejamento e Logística, Bernardo Figueiredo, disse que as necessidades de investimentos em infraestrutura no Brasil hoje até 2016 seriam entre R$ 500 bilhões e R$ 600 bilhões. Acredito que o Governo vai investir nisso, o Governo vai perseguir estes números. Está se criando uma cultura de investimentos, uma cultura da mobilidade, a cultura de se poder viver num centro urbano de maneira civilizada. Hoje pessoas em São Paulo perdem quatro horas por dia em deslocamentos, a pessoa perde um mês por ano viajando. Isso é uma desumanidade e o povo não vai agüentar mais. Com estes investimentos, o Governo vai aumentar as velocidades comerciais, diminuir os congestionamentos, reduzir os acidentes, vai reduzir substancialmente a contaminação ambiental, o modo de vida vai melhorar em termos de saúde, stress e satisfação da população.
ADAMO BAZANI – A Mobilidade exige a participação de diversos agentes, como governos em diversas esferas, as empresas transportadoras e até a própria população. E a indústria de ônibus, pode ajudar em que nessa questão de mobilidade urbana?
JOSÉ ANTÔNIO FERNANDES MARTINS: A indústria brasileira de transporte por ônibus está preparada, não é de agora, temos anos e anos de luta e experiência que iniciamos no sentido de melhorar a qualidade, a performance, o conforto, resistência e até o design. Nosso produto ônibus é um dos melhores do mundo. Não ficamos devendo nada aos produtos europeus. Quando eu comecei a trabalhar com ônibus, há 47 anos, a gente se extasiava com o design e a qualidade dos ônibus da Alemanha, da Holanda, da Bélgica, na França. Hoje não mais. Hoje tem muita gente olhando os nossos produtos que têm qualidade e são feitos dentro de normas de redução de emissão de poluentes, segurança, durabilidade e conforto. Nossos ônibus estão enquadrados entre as melhores normas mundiais.
ADAMO BAZANI : Sabemos entretanto, que apesar de investimentos do Governo Federal e dos locais, ainda o Brasil convive com a realidade de estradas de terra, ruas esburacadas e pavimentação inadequada até mesmo em grandes cidades. Por conta disso, a indústria brasileira ainda tem de fazer produtos robustos, como ônibus de motor dianteiro. Como oferecer o maior conforto possível aos passageiros e motoristas nestes veículos mais rústicos?
JOSÉ ANTÔNIO FERNANDES MARTINS: O veículo robusto não tem nada a ver com conforto que é interno. Claro que o veículo robusto fica prejudicado no design, mas hoje em termos de conforto, segurança, itens como ar condicionado, ele funciona perfeitamente. Não podemos nos fixar apenas nos produtos de luxo. Sabemos que o Brasil é um país enorme. No Norte e Nordeste ainda temos muitas estradas de terra e nossos ônibus têm condições de prestar serviços nestes locais. Essa flexibilidade é que chama atenção no mercado internacional. A Europa não consegue fazer como nós veículos confortáveis e robustos ao mesmo tempo. Europeu não sabe o que é buraco. Nós produzimos um veículo que agüenta chuvas e trovoadas. Nosso ônibus é um veículo excelente para estradas ruins e estradas boas.
ADAMO BAZANI: A indústria de ônibus brasileira se prepara para uma eventual entrada de ônibus chineses no País?
JOSÉ ANTÔNIO FERNANDES MARTINS: Nós estamos preparados hoje para atender ao mercado brasileiro dentro das nossas necessidades, sabendo como os chineses atuam. Os chineses têm preços muito mais baixos do que os nossos, mas em termos de qualidade, resistência e performance, os nossos ônibus são muito melhores. E além de tudo nós temos estratégias de proteção. Nós da Marcopolo temos uma fábrica grande na Índia, em parceria com a Tata, onde produzimos 15 mil ônibus, temos também uma fábrica na China e que se houver uma penetração de chineses exagerada em nosso território por cobrarem preços mais baixos, vamos mandar para cá os ônibus que produzimos lá que é o mesmo preço que dos ônibus deles. Vamos importar os ônibus indianos e chineses das nossas fábricas, mas vamos mante4r o nosso mercado aqui sem sermos destruídos pelos chineses.
Publicado em 06/03/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus