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sábado, 29 de março de 2014

BYD vai testar ônibus elétrico no Rio de Janeiro

ônibus
Ônibus elétrico chinês da BYD deve começar a circular no Rio de Janeiro em testes. Reprodução TV Globo.
BYD vai testar ônibus elétrico chinês no Rio de Janeiro
Empresa chinesa consegue demonstrar veículo em mais uma cidade
ADAMO BAZANI – CBN
A empresa chinesa do setor automotivo BYD – Build Your Dreams vai testar a partir desta segunda-feira, dia 31 de março seu modelo de ônibus elétrico puro na cidade do Rio de Janeiro.
O veículo vai operar na linha 249 (Água Santa – Centro).
Com isso, a empresa que pretende instalar neste ano uma planta no Brasil consegue apresentar o ônibus elétrico, que depende apenas de bateria para funcionar, em mais uma cidade.
Uma unidade do modelo circula em Sorocaba, no Interior de São Paulo. A BYD já circulou com o ônibus em São Paulo, Palmas, Brasília e Salvador.
CARACTERÍSTICAS:
Com 12 metros de comprimento, 2,55 metros de largura, 3,36 metros de altura e carroceria com padrões chineses, o veículo terá o desempenho operacional avaliado em Sorocaba, a exemplo do que ocorreu nas demais cidades. O veículo é acessível, com piso baixo e rampas.
O ônibus é dotado de baterias de fosfato de ferro que precisam de cinco horas para ser recarregadas. A autonomia do elétrico chinês da BYD é de 250 quilômetros a 320 quilômetros, dependendo das condições de operação e da lotação.
Há dois motores elétricos no eixo de tração, o que segundo a BYD, aumenta a força do veículo e permite um melhor desempenho, com redução inclusive no nível de ruído, ampliando o conforto dos passageiros.
Assim como ocorreu nas outras cidades, em Sorocaba o elétrico recebeu adesivos referentes ao município e as inscrições de que o ônibus não emite nenhum tipo de poluente.
INVESTIMENTOS:
A BYD, que anunciou a intenção de investir US$ 100 milhões para construir uma fábrica de ônibus elétricos no Estado de São Paulo, já circulou com o modelo em diversas cidades, entre elas, São Paulo, Brasília, Salvador e Palmas
Após a conclusão da planta paulista, a BYD espera chegar até 2016 a uma produção de 4 mil ônibus elétricos por ano para o Brasil e países vizinhos da América Latina.
. A empresa tem como um dos sócios o bilionário norte-americano, Warren Buffett, quer crescer em todo o mundo com a produção de ônibus não poluentes.
Em novembro do ano passado, a BYD deu início a produção de ônibus elétricos em uma fábrica inaugurada em Lancaster, na Califórnia. Os investimentos nessas instalações são de US$ 30 milhões na fase inicial, segundo a empresa.
A BYD foi criada em 1995 e hoje tem plantas e escritórios em Hong Kong, Taiwan, Índia, Coréia do Sul, Japão e Europa.
Só na China e nos escritórios, são empregadas 150 mil pessoas.
RIO TESTOU ÔNIBUS ELÉTRICO SÓ COM BATERIAS EM 1917
Confira a história:
Publicado em 28/03/2014 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

domingo, 25 de agosto de 2013

TREINAMENTO DE SEGURANÇA DE TRÂNSITO NA PRÁTICA


direção defensiva - ônibus
Ônibus em treinamento de frenagem e direção com segurança da Leblon em Mauá. Várias situações reais foram simuladas e reforçaram para os motoristas os conceitos sobre prevenção de acidentes e responsabilidade para com vidas. Foto: Adamo Bazani.
VEJA O VÍDEO:
Segurança na prática
Empresa de ônibus Leblon, em Mauá, realiza treinamento prático sobre condução segura, inclusive em situações de emergência
ADAMO BAZANI – CBN
Segurança é um o principal aspecto a ser observado no trânsito, que a cada dia está mais violento. Por ano, de acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, morrem pelo menos 1,2 milhão de pessoas em todo o mundo em acidentes automobilísticos. O número de pessoas com sequelas momentâneas ou definitivas passa de cinco milhões.
Apesar de ser consenso que direção segura é fundamental para que vidas e recursos financeiros sejam poupados; pelo estresse, pela pressa ou mesmo até excesso de confiança, as pessoas se esquecem dos conceitos básicos de prevenção de acidentes e cometem imprudências, muitas vezes com resultados fatais.
Quando se trata de motoristas profissionais, o cuidado tem de ser maior ainda. Isso porque eles passam mais tempo ao volante, estão mais sujeitos ao estresse do trânsito e no caso do transporte de passageiros, são responsáveis diretos por milhares de vida.
A Leblon Transporte de Passageiros, empresa que opera em Mauá, na Grande São Paulo, e nas cidades de Fazenda Rio Grande e Curitiba, no Paraná,realizou nesta quinta-feira, dia 22 de agosto de 2013, um treinamento inédito no ABC Paulista sobre segurança no trânsito.
Uma rua foi fechada e os motoristas puderam ver na prática os riscos de frenagens bruscas e a necessidade de sempre dirigir com atenção, mantendo distância segura de veículos à frente, assim como de obstáculos e em faixas de pedestres.
A via foi demarcada para mostrar por quantos metros o ônibus ainda se movimenta mesmo depois de uma forte frenagem.
Ao final da pista, bonecos infláveis simularam pedestres. No treinamento foram usados três modelos de veículos: um micro-ônibus, um ônibus convencional e um ônibus articulado com freio ABS. Os veículos foram conduzidos pelo instrutor da empresa numa velocidade de 50 km/h e eram freados repentinamente num determinado ponto.
As simulações se deram em cenários diferentes: com o ônibus com passageiros e em pista seca e posteriormente em pista molhada.
Os resultados foram surpreendentes até para quem é motorista por vários anos.
“Uma coisa é passar conceitos para os profissionais, outra é mostrar na prática o que pode acontecer em casos de emergência. Manter a velocidade estipulada na via e a distância segura do veículo da frente é essencial. Por exemplo, a reação de uma pessoa ao volante durante um fato inesperado pode durar dois segundos, entre assimilar a situação, tirar o pé do acelerador, colocar no freio e acertar a direção. Um ônibus, nestes dois segundos a 50 km/h pode percorrer até seis metros durante a frenagem, uma distância que pode determinar entre se evitar ou não um acidente” – explicou o instrutor de motoristas da Leblon Mauá, José Carlos Rodrigues.
“O treinamento trouxe para a gente na prática o que aprendemos na teoria. Certamente foi produtivo e vamos dirigir com mais segurança ainda e respeito ao passageiro” – disse o motorista Luis Roberto Brito de Oliveira, que possui habilitação E para carretas e ônibus articulados.
“Os motoristas também se passaram por passageiros, no momento em que o ônibus foi freado bruscamente e sentiram de fato o que os usuários passam quando o veículo é mal conduzido. Um treinamento como este, além de qualificar o profissional, traz benefícios aos clientes da empresa de ônibus, já que os motoristas começam, depois de verem na prática as situações, a dirigir com mais prudência” – contou a analista de RH – Recursos Humanos da Leblon em Mauá, Vanessa Bernardes.
“O treinamento, acima de tudo, mostrou que dirigir é um ato de amor e cuidado para com vidas e temos a certeza de que pela maneira como foi aplicado, ele ficará marcado positivamente para sempre nestes profissionais” – completou José Carlos Rodrigues, instrutor da Leblon em Mauá.
Publicado em 22/08/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Descaso: Menos de 4% dos municípios brasileiros têm plano de mobilidade, diz IBGE


ônibus
Ônibus urbano. Pesquisa do IBGE mostra o descaso dos municípios brasileiros com o transporte. Menos de 4% possuem planos de mobilidade. Foto: Adamo Bazani.
Descaso: Só 3,8% dos municípios brasileiros têm planos de transportes, diz IBGE
Situação contraria Lei da Mobilidade Urbana e cidades terão de se adequar
ADAMO BAZANI – CBN
As manifestações que ocorrem em todo o País têm diversas motivações: saúde, educação, segurança, fim da corrupção, mas tudo iniciou com a necessidade de transportes coletivos com tarifas mais baixas e maior qualidade.
E dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que a população tem razão de protestar. Há um tremendo descaso do poder público com a mobilidade urbana.
O IBGE divulgou há pouco o levantamento Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic 2012) que revelou que apenas 3,8% das cidades no País possuem Planos de Mobilidade Urbana.
Dos 5 mil 565 municípios no território nacional, apenas 6,4% têm Conselhos de Transportes.
As cidades mais populosas possuem proporcionalmente mais conselhos e planos de transportes.Do total de municípios com população entre 100 mil e 500 mil moradores, 43,6% têm conselhos e 22,4% têm planos de transporte.
Cidades com mais de 500 mil moradores somam 76,3% de municípios com conselhos e 55,3% com planos de mobilidade.
O levantamento ainda mostra que só 3,5% dos municípios brasileiros têm fundos municipais específicos para transportes. A maior parte destas cidades tem mais de 500 mil ha chegando a 47,4% das cidades com mais de 500 mil habitantes. Já as cidades com menos de 20 mil habitantes representam 2% dos municípios com fundos para transporte.
A região Norte do País tem o maior percentual de planos de mobilidade e a Sul é o menor, mas há um equilíbrio quando o assunto é ausência de planos para a mobilidade:
“No Norte, 4,9% das cidades têm Plano Municipal de Transporte e 7,8% estão elaborando o plano. No Centro-Oeste, o número chega a 4,1% dos municípios com plano e outros 7,5% em fase de elaboração. No Nordeste este número chega a 3% com o plano e outros 8% que estão fazendo o plano. A Região Sul tem 3,5% dos municípios com o plano e outros 6,2% em planejamento. No Sudeste, o quadro chega a 4,5% dos municípios. Nesta mesma região, 8,5% das cidades estão elaborando o plano.”
Os técnicos do IBGE ainda ressaltam o descaso para com os transportes urbanos:
“ as prefeituras tradicionalmente concentram suas ações na implantação e manutenção das vias públicas, têm pouca atuação na gestão de trânsito e se limitam a administrar a tarifa dos serviços de ônibus”. “Para solucionar as periódicas crises que envolvem os setores da população que mais dependem do transporte coletivo, os governos, em geral, apresentam respostas superficiais”, diz o estudo. “A participação da população na formulação de políticas e na gestão do transporte é um instrumento prático para provocar ações efetivas na área, além de auxiliar na fiscalização da atuação da prefeitura no setor”
De todos os municípios brasileiros, apenas 0,3% têm metrô, todos com mais de 50 mil habitantes
Já 2.114 municípios (38% do total) existe serviço de transporte coletivo por ônibus municipal. O número ainda é considerado baixo.
Muitas cidades são atendidas apenas por ônibus intermunicipais.
CIDADES NÃO PENSAM EM MOBILIDADE, MAS GERAM CARGOS PÚBLICOS:
Várias vezes, o cidadão se pergunta para que existem determinas secretarias ou órgãos públicos.
E o questionamento tem razão de ser.
Só 3,8% das cidades têm plano de mobilidade, mas a grande maioria tem secretaria de transportes (ou de mobilidade urbana). São empregos públicos, muitos formados por cargos de confiança.
Dos 5.565 municípios brasileiros, 4.133 (74,3% do total) têm secretaria para tratar da política de transporte público. Outras 1.432 cidades (25,7%) não possuem nenhuma autarquia ou órgão para cuidar dos transportes.
Publicado em 03/07/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mobilidade Urbana: Dinheiro tem, faltam projetos de qualidade


ônibus
Mobilidade Urbana. Governo Federal diz que possui recursos, mas que as prefeituras não conseguem as liberações de dinheiro porque não apresentam projetos de qualidade. Absurdos vão desde planos que não contemplam demanda e impacto ambiental até obras mirabolantes em casos que corredores de ônibus, mais baratos e eficientes, dariam conta do número de passageiros. Foto: Adamo Bazani.
Mobilidade Urbana: Não falta dinheiro. Faltam projetos de qualidade
Verbas estão disponíveis, mas prefeituras e estados não apresentam obras que justifiquem os gastos ou mostram ideias mirabolantes
ADAMO BAZANI – CBN
A falta de comprometimento dos estados e municípios com o transporte público, já que sempre adotaram políticas que privilegiam os transportes individuais, é tão grande que hoje o setor de mobilidade enfrenta um problema que nos anos de 1990 ninguém imaginaria que poderia acontecer.
Há dinheiro para obras, mas não existem projetos de mobilidade de qualidade apresentados pelos municípios e estados que justifiquem os gastos.
Durante décadas o Governo Federal simplesmente se isentou da mobilidade urbana, jogando toda a responsabilidade para estados e municípios.
Depois do anúncio que o Brasil sediaria a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas no Rio de Janeiro, para não ficar feia a imagem do País na comunidade internacional, o Governo Federal decidiu se mexer. Enquanto o atraso na mobilidade e a falta de prioridade ao transporte público “apenas” afetavam os cidadãos brasileiros, tudo bem! Mas deixar gringo usar trens velhos, metrôs abarrotados e ônibus antigos com motores dianteiros, aí não!
Foi criado o tal de PAC – Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade. Primeiro para as cidades-sede depois para outros municípios, já que as cidades são interligadas e que o trânsito e a poluição são problemas que acabam com vidas e inúmeros recursos todos os anos.
Recentemente, depois da onda de protestos por transportes mais dignos para os passageiros brasileiros (eles que pagam salários de políticos e lucros de empresas), Dilma Rousseff anunciou mais R$ 50 bilhões para mobilidade urbana: metrô, corredores de ônibus expressos, corredores de ônibus mais modernos – BRT – Bus Rapid Transit, entre outros.
Só que este dinheiro não vai ser revertido para o bem estar do povo brasileiro tão já.
São poucas as prefeituras e até estados que têm projetos de qualidade, isso quando possuem algum.
O Ministério das Cidades têm disponíveis desde 2011, R$ 89 bilhões para a mobilidade urbana. Mas até agora só conseguiu contratar R$ 40 bilhões. Deste total, apenas R$ 2 bilhões em obras foram concluídos. Cerca de R$ 3 bilhões foram liberados para pagar apenas etapas de projetos que ainda não focaram prontos completamente.
Pedidos por parte das cidades não faltam. Mas normalmente faltam estudos de impacto ambiental, projetos funcionais, projeção de demanda, qual tipo de modal é mais interessante e o pior: há projetos em nome da mobilidade urbana que ainda só privilegiam o transporte individual.
Por incrível que pareça: há ainda cidades que entendem que mobilidade é construir um túnel, alargar uma avenida, fazer uma rotatória, num local onde se houvesse um corredor de ônibus de verdade (e não apenas uma faixa) ou uma linha de metrô, muita gente poderia deixar o carro em casa e as obras viárias mais caras e espaçosas seriam desnecessárias.
Há um protocolo burocrático a ser seguido quando o Ministério das Cidades libera os recursos e aí revela-se um descompasso entre prefeituras e Governo Federal no qual nenhum dos dois têm razão.
A burocracia é grande, o que dificulta muito as prefeituras. Mas se não houvesse exigências, muito dinheiro seria gasto à toa.
Além de projetos mal feitos, há obras mirabolantes: modais de alto custo em locais onde corredores de ônibus dariam conta. Ou ao contrário. Projetos de baixa e média capacidade onde só o metrô daria conta.
Para tentar resolver o problema, a Ministério das Cidades liberou a possibilidade de verbas para a elaboração dos projetos.
Os Ministérios da Educação e da Saúde estão mais avançados. As prefeituras nestas áreas devem seguir um padrão. Virem com projeto pronto e só conseguiam a liberação dos recursos federais quando as obras já estivessem ao menos 30% prontas. Tem de possuir dinheiro para começar a obra, para depois concluir.
No caso dos transportes, enquanto as prefeituras não sabem o que apresentar, técnicos, engenheiros, a sociedade civil e até as empresas de transportes têm ideias que são desprezadas, pois todos estes agentes trazem o conhecimento acadêmico com a realidade das ruas dos transportes. Mas nenhum deles talvez engorde as máquinas públicas como os burocratas de prefeituras.
Alguns destes exemplos de qualidade já estão presentes em todo o País, como o sistema de corredores de ônibus de Curitiba, o Corredor Metropolitano ABD (São Paulo, Santo André, Mauá, São Bernardo do Campo e Diadema) e o metrô de São Paulo, que precisa crescer.
Mas algumas prefeituras e governadores querem inventar a bola quadrada

Publicado 01/07/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus. http://blogpontodeonibus.wordpress.com/2013/07/01/mobilidade-urbana-dinheiro-tem-faltam-projetos-de-qualidade/

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O brilho e a mensagem dos ônibus de Natal



ônibus de Natal

Ônibus de Natal da Sambaíba, em São Paulo
ônibus de Natal
Ônibus da Noiva do Mar, no Rio Grande do Sul
O brilho dos ônibus Natalinos
Iniciativas de empresas e funcionários dos transportes já são tradição em muitas cidades e acabam sendo uma forma de alegrar a rotina dos passageiros
ADAMO BAZANI – CBN
Por onde eles passam, as reações são as mais diversas possíveis. Admiração, sorrisos, brilhos nos olhos e até lágrimas. Às vezes as pessoas tentam disfarçar, outras não deixam a timidez ou orgulho tomar conta.
Os ônibus natalinos já são tradição em várias cidades, das menores até as metrópoles.
Iniciativas de empresas ou mesmo isoladas dos próprios funcionários dos transportes públicos não deixam de ser uma maneira de alegrar a difícil rotina dos passageiros e de, por alguma maneira, dizer “obrigado” a população que é a verdadeira razão de um serviço de ônibus existir.
Ônibus são para pessoas e como a própria origem do nome diz, são para todos.
E como são para pessoas, os ônibus transportam sonhos. E nada melhor que o Natal para expressar isso. Natal é época de sonhar, de o adulto voltar à pureza de coração de uma criança, Natal é viagem, uma viagem ao interior. E que tal pegarmos nosso “ônibus dos sentimos” e irmos lá dentro, no nosso fundo do coração, e embarcarmos nossos bons desejos e levá-los a um local de destaque entre nossas metas?
Ônibus natalinos simples, às vezes com um adesivo apenas, outros mais decorados, cheios de iluminação e até corais de música. Papai Noel que dirige e transporta os passageiros no seu dia a dia, ônibus que é usado para levar solidariedade ajudando instituições que atendem aos mais carentes, enfim, ônibus natalino é parte já desta época do ano na qual as pessoas têm a oportunidade de refletir.
ônibus Natal
Ônibus enfeitado para transporte de turistas, no Paraná
ônibus Natal
Em diversos países, os ônibus natalinos também são tradição.
Deixe as luzes destes gigantes serem indutoras de uma luz maior, que existe dentro de cada um, mas que às vezes, precisa ser redescoberta. E os ônibus natalinos acabam ajudando isso, mesmo em meio ao estresse das cidades.
Eles levam alegria e solidariedade, conforto e um carinho, tudo o que o mestre desta data, Jesus Cristo, pregou. E seus ensinamentos são também para todos, independentemente de crenças ou religiões. As pessoas podem até não acreditar em Jesus como Deus, como Salvador, mas devem reconhecer a importância de sua mensagem de amor ao próximo. Amar ao próximo é sobretudo pensar no coletivo.
Feliz Natal.
Publicado em 25/12/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus