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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mobilidade Urbana: Dinheiro tem, faltam projetos de qualidade


ônibus
Mobilidade Urbana. Governo Federal diz que possui recursos, mas que as prefeituras não conseguem as liberações de dinheiro porque não apresentam projetos de qualidade. Absurdos vão desde planos que não contemplam demanda e impacto ambiental até obras mirabolantes em casos que corredores de ônibus, mais baratos e eficientes, dariam conta do número de passageiros. Foto: Adamo Bazani.
Mobilidade Urbana: Não falta dinheiro. Faltam projetos de qualidade
Verbas estão disponíveis, mas prefeituras e estados não apresentam obras que justifiquem os gastos ou mostram ideias mirabolantes
ADAMO BAZANI – CBN
A falta de comprometimento dos estados e municípios com o transporte público, já que sempre adotaram políticas que privilegiam os transportes individuais, é tão grande que hoje o setor de mobilidade enfrenta um problema que nos anos de 1990 ninguém imaginaria que poderia acontecer.
Há dinheiro para obras, mas não existem projetos de mobilidade de qualidade apresentados pelos municípios e estados que justifiquem os gastos.
Durante décadas o Governo Federal simplesmente se isentou da mobilidade urbana, jogando toda a responsabilidade para estados e municípios.
Depois do anúncio que o Brasil sediaria a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas no Rio de Janeiro, para não ficar feia a imagem do País na comunidade internacional, o Governo Federal decidiu se mexer. Enquanto o atraso na mobilidade e a falta de prioridade ao transporte público “apenas” afetavam os cidadãos brasileiros, tudo bem! Mas deixar gringo usar trens velhos, metrôs abarrotados e ônibus antigos com motores dianteiros, aí não!
Foi criado o tal de PAC – Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade. Primeiro para as cidades-sede depois para outros municípios, já que as cidades são interligadas e que o trânsito e a poluição são problemas que acabam com vidas e inúmeros recursos todos os anos.
Recentemente, depois da onda de protestos por transportes mais dignos para os passageiros brasileiros (eles que pagam salários de políticos e lucros de empresas), Dilma Rousseff anunciou mais R$ 50 bilhões para mobilidade urbana: metrô, corredores de ônibus expressos, corredores de ônibus mais modernos – BRT – Bus Rapid Transit, entre outros.
Só que este dinheiro não vai ser revertido para o bem estar do povo brasileiro tão já.
São poucas as prefeituras e até estados que têm projetos de qualidade, isso quando possuem algum.
O Ministério das Cidades têm disponíveis desde 2011, R$ 89 bilhões para a mobilidade urbana. Mas até agora só conseguiu contratar R$ 40 bilhões. Deste total, apenas R$ 2 bilhões em obras foram concluídos. Cerca de R$ 3 bilhões foram liberados para pagar apenas etapas de projetos que ainda não focaram prontos completamente.
Pedidos por parte das cidades não faltam. Mas normalmente faltam estudos de impacto ambiental, projetos funcionais, projeção de demanda, qual tipo de modal é mais interessante e o pior: há projetos em nome da mobilidade urbana que ainda só privilegiam o transporte individual.
Por incrível que pareça: há ainda cidades que entendem que mobilidade é construir um túnel, alargar uma avenida, fazer uma rotatória, num local onde se houvesse um corredor de ônibus de verdade (e não apenas uma faixa) ou uma linha de metrô, muita gente poderia deixar o carro em casa e as obras viárias mais caras e espaçosas seriam desnecessárias.
Há um protocolo burocrático a ser seguido quando o Ministério das Cidades libera os recursos e aí revela-se um descompasso entre prefeituras e Governo Federal no qual nenhum dos dois têm razão.
A burocracia é grande, o que dificulta muito as prefeituras. Mas se não houvesse exigências, muito dinheiro seria gasto à toa.
Além de projetos mal feitos, há obras mirabolantes: modais de alto custo em locais onde corredores de ônibus dariam conta. Ou ao contrário. Projetos de baixa e média capacidade onde só o metrô daria conta.
Para tentar resolver o problema, a Ministério das Cidades liberou a possibilidade de verbas para a elaboração dos projetos.
Os Ministérios da Educação e da Saúde estão mais avançados. As prefeituras nestas áreas devem seguir um padrão. Virem com projeto pronto e só conseguiam a liberação dos recursos federais quando as obras já estivessem ao menos 30% prontas. Tem de possuir dinheiro para começar a obra, para depois concluir.
No caso dos transportes, enquanto as prefeituras não sabem o que apresentar, técnicos, engenheiros, a sociedade civil e até as empresas de transportes têm ideias que são desprezadas, pois todos estes agentes trazem o conhecimento acadêmico com a realidade das ruas dos transportes. Mas nenhum deles talvez engorde as máquinas públicas como os burocratas de prefeituras.
Alguns destes exemplos de qualidade já estão presentes em todo o País, como o sistema de corredores de ônibus de Curitiba, o Corredor Metropolitano ABD (São Paulo, Santo André, Mauá, São Bernardo do Campo e Diadema) e o metrô de São Paulo, que precisa crescer.
Mas algumas prefeituras e governadores querem inventar a bola quadrada

Publicado 01/07/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus. http://blogpontodeonibus.wordpress.com/2013/07/01/mobilidade-urbana-dinheiro-tem-faltam-projetos-de-qualidade/

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Excelente Reportagem da Ana Maria MAIS VOCÊ sobre Transportes Públicos no Rio de Janeiro

Recomendo, que assista a excelente reportagem (15/04) da Ana Maria (MAIS VOCÊ) sobre a 

qualidade dos serviços prestados nos ônibus do Rio de Janeiro, que é uma pequena amostra

do que acontece diariamente em todo o Brasil. 


Investir na educação profissional é uma decisão inteligente! 


Praticar novos aprendizados é a solução!!!


Acesse os links: 

http://globotv.globo.com/rede-globo/mais-voce/v/geovanna-tominaga-sente-na-pele-o-sufoco-de-quem-anda-de-onibus-no-rio/2517044/

http://globotv.globo.com/rede-globo/mais-voce/v/veja-flagrantes-de-problemas-com-onibus-no-rio/2517051/

http://globotv.globo.com/rede-globo/mais-voce/v/motorista-de-carro-conta-flagrante-de-onibus-em-alta-velocidade/2517056/

Parabéns a você visitante por estar interessado em saber mais sobre a realidade dos transportes públicos!

Palestrante José Rovani
Especialista em Transportes Públicos
HighPluss Treinamentos - Joinville

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Parada de Ônibus em Itajaí - SC.

Fonte: HighPluss, 2013.

Aproveito a oportunidade para parabenizar aos gestores públicos das "Paradas de Ônibus" em Itajaí - SC. pela qualidade, conforto e conservação das paradas. 

Observe que existem lixeiras junto as paradas, sem dúvida, é estimular a população para que dê destino ao lixo como também contribuí para a conscientização em cuidar do meio-ambiente. 

Implantar "Paradas de Ônibus" que tenham conforto ao cliente do transporte significa respeitar o cidadão que utiliza o transporte público. Investir por melhores paradas de ônibus é uma decisão inteligente.

Considero um belo exemplo as "Paradas de Ônibus" em Itajaí para que possam ser multiplicadas nas demais cidades brasileiras. O cliente do transporte público agradece.

Pense nisso!

Palestrante José Rovani
Mobilidade Urbana é uma decisão inteligente!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Dica - A Qualidade do Talento

Ter um candidato de nivel "Bom" para atender uma posição logo no inicio de um processo de seleção pode parecer ser a melhor alternativa para todo o processo, porém a contratação errada de profissionais gera impactos negativos imediatos e por toda a empresa, trabalhos não são bem-feitos, integrações entre funções não são bem compreendidas e percepções incorretas de escopo, papéis e responsabilidades se tornam comum. Recomendo ler o artigo completo. Boa leitura e reflexões!

Fonte: artigo sobre "O Paradoxo da Falta de Talentos em Supply Chain", escrito por Eduardo Vecchi e Steven Laiss, publicado na Revista Mundo Logistica, nr. 24, set./out. 2011.