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sábado, 22 de agosto de 2015

Práticas de gestão de pessoas colocam a MAN Latin America em evidência em prêmios de clima organizacional

man latin america
Em mais uma comprovação de incentivo às práticas em gestão de pessoas, a MAN Latin America é reconhecida como a 19ª Melhor Empresa para Trabalhar do Brasil, de acordo com pesquisa conduzida pelo instituto Great Place to Work (GPTW). A montadora comemora também o segundo lugar neste ranking no Estado do Rio de Janeiro e por estar entre as mais bem avaliadas na lista das Melhores Empresas para Começar a Carreira, organizada pela revista Você S/A. Além disso, a fabricante dos veículos comerciais da Volkswagen e MAN aparece como destaque em diversas categorias no anuário Época Negócios 360º.
Este é o quinto ano consecutivo que a MAN Latin America marca presença nos principais rankings de clima organizacional no Brasil, confirmando a consistência das políticas de Recursos Humanos da empresa. “É uma conquista de todos os colaboradores, que se esforçam a cada dia para que nossa empresa seja referência em todos os âmbitos de atuação. Nosso foco é criar um ambiente cada vez mais agradável e com possibilidades de crescimento profissional a todos”, comemora Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America.
No ranking da GPTW, a montadora aparece como destaque nas categorias das “Melhores do setor de indústria” e entre “As empresas com maior escolaridade”. Neste último, mostra sua força por ter mais de 85% de seus profissionais com grau universitário ou acima, numa comprovação de que incentiva e valoriza a qualificação de suas equipes.
Os rankings apontam também que a MAN Latin America está entre as escolhas dos jovens brasileiros no momento de iniciar a carreira profissional, de acordo com a pesquisa realizada pela revista Você S/A em 2015. Por meio de programas específicos, este público tem a oportunidade de desenvolvimento estratégico dentro das unidades de negócio da MAN no Brasil. Em cinco anos de existência, a empresa esteve em evidência nas últimas quatro edições desta premiação.
Resultados a partir de inovações
A revista Época Negócios 360º reconheceu a MAN Latin America como uma das cinco melhores empresas do Brasil na categoria de Veículos e Autopeças. A montadora se destacou nas seguintes dimensões: Primeiro lugar em “Práticas de Recursos Humanos”; segundo lugar em “Responsabilidade Socioambiental” e quarto lugar em “Capacidade de Inovar”. Com certeza, estes resultados mostram que estamos no caminho e é a base para nosso sucesso”, confirma Cortes.
Publicado em 20/08/2015 no Blog do Caminhoneiro.

terça-feira, 21 de abril de 2015

“Carga Pesada” compõe nova safra de reprises da Globo

Seriado que foi produzido em duas épocas distintas – de 1979 a 1981, e de 2003 a 2008 –, Carga Pesada integra a nova temporada do Luz, Câmera, 50 Anos, seção criada para celebrar o cinquentenário da Globo, com a exibição de produções do acervo editadas em formato de telefilmes. A primeira safra foi ao ar em janeiro. A nova temporada da seção começa nesta quarta-feira com a série Amores Roubados, e agora cada título será dividido em dois dias de exibição – terça e quinta, após os seriados Tapas & Beijos e Chapa Quente, respectivamente. Mais presente na memória afetiva da nação, com o mérito de ter engajado muito caminhoneiro na reivindicação por seus direitos, Pedro e Bino dão as caras por lá na próxima semana – para a satisfação de Antônio Fagundes e Stênio Garcia.
Em entrevista, Fagundes afirmou que Carga Pesada não deveria ter saído do ar.
“Ele e o Stênio com certeza faríamos o seriado por quanto tempo mais quisessem”, disse Fagundes. O fim foi uma escolha de grade da TV Globo, de renovar a programação, nem teria por que acabar, inclusive porque o ibope era muito alto. Até hoje, a gente é reconhecido na rua pelo Carga Pesada. Toda vez que passa no Canal Viva, tem um público cativo e muita gente cresceu vendo Carga Pesada”, disse o ator.
O trecho a ser revisto no Luz, Câmera, 50 Anos vem dos episódios especiais de 2003, A Grande Viagem, quando o enredo foi retomado. Não era um remake, era de fato uma continuação daquela história.
“É como se a câmera tivesse se afastado 25 anos daqueles dois e tivesse voltado, 25 anos depois e encontrado os dois mais velhos”, lembra Fagundes. Na ocasião, Bino (Stênio) ressurge como um pequeno empresário que enfrenta a possibilidade de um câncer.
Enquanto aguarda o resultado da biópsia, decide voltar para a estrada e procura seu melhor amigo, Pedro (Fagundes), para fazer uma grande viagem pelo país. No caminho, Pedro conhece Rosa (Patrícia Pillar).
“Nós éramos de muita utilidade para os caminhoneiros porque apontávamos todos os problemas que eles enfrentavam na estrada, desde as necessidades imediatas, como saudade, amor, confiança, desconfiança. O caminhoneiro é aquele que viaja e deixa tudo seu no mesmo lugar: esposa, filhos. Essas coisas causam uma fragilidade emocional muito grande. Fora isso, tem a perseguição de ladrões, assalto de cargas, e a questão da saúde, porque eles não são atendidos em nenhum sentido. ê uma classe muito sofredora”, relembra Stênio. Para ele, boa parte da conscientização que a categoria adquiriu dos anos 1980 para cá vem da série.
Os primeiros textos, lembra Fagundes, foram escritos por Dias Gomes, Gianfrancesco Guarnieri e Carlos Queiroz Filho, alertando para mazelas que, àquela altura, entre 1979 e 1981, ainda não eram muito alardeadas nos noticiários. Se tivessem que retomar a série hoje, Fagundes pensa que os temas seriam os mesmos.
“Acredito que o Brasil não se renova nesse sentido, os problemas são sempre os mesmos, sempre adiados e nunca resolvidos. A gente voltaria a falar de estradas esburacadas, prostituição infantil, violência, tráfico de drogas, os problemas estão todos lá ainda”, reflete.
“Eu conheço todos os sotaques”
De Renato Teixeira, Frete tinha a voz de seu compositor na primeira exibição de Carga Pesada. O tema de abertura foi regravada por Chitãozinho e Xororó e utilizada a partir de 2003, versão que acompanha a reprise da vez.
“É como diz a música: “eu conheço cada palmo desse chão”. O caminhoneiro transporta estômago e pele do brasileiro”, cita Stênio.
Publicado em 21/04/2015 no Blog do Caminhoneiro.

sábado, 11 de abril de 2015

Brasil gasta mais de R$ 16 bilhões por ano com acidentes de trânsito

acidentes com caminhoes
O Brasil gasta, em média, R$ 16,1 bilhões em decorrência de acidentes de trânsito. Do montante, R$ 10,7 bilhões é o custo decorrente das mortes. O restante, R$ 5,4 bilhões, com os feridos. Os dados estão no Retrato da Segurança Viária 2014, elaborado pelo ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária), e compila informações do Datasus, ligado ao Ministério da Saúde, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) e da ANTP (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros), de 2012. Para se ter uma ideia, o montante é tão grande que apenas 35 dos mais de cinco mil municípios brasileiros possuem PIB (Produto Interno Bruto) superior a esse valor.
Por ano, cerca de 45 mil pessoas morrem nesse tipo de ocorrência e mais de 177 mil ficam feridas. Os dados mais recentes também são de 2012. As estatísticas colocam o país na posição 148 em um ranking internacional de segurança no trânsito, atrás até mesmo da Índia, reconhecida pelo caos no tráfego. As políticas de enfrentamento ao problema e o papel dos municípios foram temas debatidos durante o III EMDS (Encontro de Municípios com o Desenvolvimento Sustentável), nesta quinta-feira (9), em Brasília (DF).
“Os dados são alarmantes e nós não percebemos a existência de uma política de estado de combate a esse problema”, avaliou Luiz Carlos Mantovani Néspoli, superintendente da ANTP. “A sociedade já tem um diagnóstico, conhece os fatores de risco: velocidade, álcool, ultrapassagens perigosas, avanço de sinal, atropelamentos . É agindo sobre eles que podemos ter sucesso em reduzir esses números”, reforçou. Na avaliação dele, faltam ações coordenadas entre os órgãos de trânsito e o que mais preocupa é a ausência de ações permanentes e efetivas por parte dos executivos.
O diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurelio Ramalho, considera que uma das falhas centrais está na educação para o trânsito, especialmente na formação de novos condutores. “O sistema está preparado para adestrar motoristas. Todos decoram as sinalizações de trânsito para passar na prova. As pessoas não são preparadas para refletir sobre as atitudes que devem ser tomadas e os riscos envolvidos”, destacou.
Municipalização do trânsito
Além disso, o enfrentamento ao problema passa pela municipalização do trânsito. Apesar de o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) prever que todos os municípios devem assumir essa responsabilidade, apenas 26% atendem à determinação. Conforme Ramalho, o envolvimento das prefeituras é essencial, para que as ações ocorram de forma adequada à realidade local. É papel dos municípios realizar o monitoramento de dados estatísticos, cuidar da engenharia, da operação, da fiscalização e criar as escolas públicas de trânsito. “É nas cidades que as coisas acontecem”, salientou.
O problema, disse ele, é que, diferentemente do que ocorre com outros setores, como saúde e educação, não há destinação de uma verba específica para essa área, o que leva as prefeituras a enfrentarem dificuldades financeiras para se adequarem à lei. Na opinião de Ramalho, esse tema deve ser debatido pela União, estados e municípios.
Publicado em 10/04/2015 no Blog do Caminhoneiro.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Cinto de segurança é ignorado por 24% dos caminhoneiros

cinto de seguranca

Uma pesquisa da Agência Reguladora dos Transportes no Estado de São Paulo (Artesp) apontou que 24% dos motoristas de caminhão ou carretas admitem não usar o cinto de segurança. A pesquisa da Artesp revelou ainda que o índice da falta de cinto entre os passageiros dos caminhões é ainda mais alto e atinge 34%.
O gerente de transportadora Carlos Martinelli disse que o número de ocorrências na empresa de Campinas chegou a cair 95% depois que os motoristas passaram a pagar a multa.
O tenente Jivago Pedra, da Polícia Rodoviária, diz que o problema persiste mesmo com o trabalho de fiscalização feito pela corporação. Ele lembra que o cinto impede que os ocupantes do caminhão sejam arremessados para fora em caso de acidente, assim como acontece nos carros de passeio.
Fonte: EPTV
Publicado em 12/01/2015 no Blog do Caminhoneiro.

sábado, 11 de outubro de 2014

O Mecanismo do Freio Motor





















O freio motor é um sistema auxiliar muito utilizado em caminhões, já que se aproveita da potência do motor como força de frenagem. Atualmente, com as novas tecnologias, já existem soluções eletrônicas de freio motor.

Inicialmente, saiba que os sistemas de freios auxiliares se dividem em freios contínuos primários e secundários de acordo com a montagem dentro do trem de força dos veículos comerciais com motorização diesel. Entre as vantagens destes sistemas destacam-se: redução de velocidade do veículo com maior segurança; melhor dirigibilidade e estabilidade do veículo, descidas e viagens mais rápidas; menor consumo de combustível; economia dos freios de serviço; diminuição do custo operacional e vantagens ambientais.


Os primários
Os freios contínuos primários atuam sobre o trem de força antes da caixa de mudanças. Portanto, a potência de frenagem depende da rotação em que se encontra o motor e se pode incrementar a potência de frenagem através de mudanças de marchas. Podemos dizer que freios contínuos primários são os freios que atuam no motor. Um exemplo de freio primário é o sistema de freio motor. Ele pode ser do tipo borboleta de pressão dinâmica, montado no sistema de escapamento. Quando a borboleta do freio motor se fecha, o ar expulso do cilindro no 4º tempo do motor (escapamento) é comprimido no coletor de escape, gerando uma contrapressão no sistema de escapamento. Tal compressão resulta na frenagem do motor e, consequentemente, provoca a desaceleração do veículo.

Para ativar o freio motor, há um botão no painel de instrumentos ou uma alavanca multifuncional na coluna de direção do veículo, que permite sua utilização individual ou simultânea com o freio de serviço. O acionamento da borboleta do freio motor é feito por um cilindro pneumático, através de comando eletropneumático.

O freio motor é um sistema de freio auxiliar que deve ser empregado tanto em frenagens prolongadas em longos declives, como para desacelerações em tráfego normal.

Quanto mais reduzida for a marcha engrenada na caixa de mudanças, maior será a eficiência do freio motor. A correta utilização do freio motor não causa danos ao motor e permite prolongar a vida útil das guarnições e tambores de freio. Em longos declives, a utilização do freio motor poupa o freio de serviço, assegurando sua total eficiência em caso de eventuais emergências.

Quando aplicado o freio motor, o motor poderá até atingir a rotação máxima permitida sem que isto implique em algum dano.


Os secundários
Os sistemas de freios contínuos secundários são montados entre a caixa de mudanças e o eixo motriz atuando assim na cadeia cinemática. Seu efeito de frenagem depende do número de rotação da árvore de transmissão (cardã) e a potência aumenta conforme aumenta a velocidade do veículo. Estes sistemas de freio são exclusivamente retardadores. Os tipos mais comuns de retardadores são: retardador hidráulico (retardador hidrodinâmico) e o retardador eletromagnético (freio por correntes induzidas).

Na carcaça do retardador hidráulico, estão alinhados um rolete de palhetas fixo (estator) e um rolete de palhetas giratório (rotor), unido à árvore de transmissão do veículo.

Ao se ativar o retardador hidráulico, um sistema pneumático introduz óleo sob pressão nessa carcaça. O rotor empurra o óleo contra o estator, que é freado.

A energia hidrocinética do óleo é dissipada como energia térmica. Um trocador de calor se encarrega de dissipar a energia térmica através do sistema de arrefecimento do motor.

O retardador está diretamente incorporado à caixa de mudanças ou a uma árvore de transmissão dividida. O rendimento da frenagem do retardador depende do regime de rotação da árvore de transmissão.

Para ativar o retardador hidráulico em conjunto com o freio motor, há uma alavanca multifuncional na coluna de direção do veículo, que permite sua utilização individual ou simultânea com o freio de serviço. O condutor pode solicitar a atuação parcialmente ou até 100%, e deve ser ativada de forma progressiva.

O retardador hidráulico é um freio de alto rendimento capaz de desacelerar veículos de grande tonelagem com total segurança e efetividade.

A potência de frenagem do retardador hidráulico é de aproximadamente o dobro do valor da potencia do motor do veículo.

O retardador eletromagnético é constituído por um estator fixo e por um rotor que gira acoplado à árvore de transmissão. No estator são instaladas bobinas magnéticas de alta potência.

Quando uma corrente elétrica circula pelas bobinas, forma-se um campo eletromagnético no sentido contrário da rotação da árvore de transmissão e o rotor dentro desse campo sofre uma ação de frenagem.

O rendimento do freio por correntes induzidas depende da intensidade da corrente e do regime de giro da árvore de transmissão. O calor gerado é arrefecido por ar ou por líquido de arrefecimento.

Para ativar o retardador eletromagnético em conjunto com o freio motor, há uma alavanca multifuncional na coluna de direção do veículo, que permite sua utilização individual ou simultânea com o freio de serviço. O condutor pode solicitar a atuação parcialmente ou até 100% e deve ser ativada de forma progressiva.

Fonte: Revista O Caminhoneiro.

Publicado em 27/08/2011 por Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Livro Motorista Comprometido – Um diferencial para os novos tempos


livro motorista comprometidoLançado neste mês, e escrito por José Rovaní Kurz, que é um grande conhecedor do setor de transportes no Brasil, o livro “Motorista Comprometido -Um diferencial para os novos tempos” traz grande conhecimento, focado no desenvolvimento do motorista profissional.
A obra está fundamentada em pesquisas, estudos, feedbacks dos motoristas, vivência no desenvolvimento de produtos e serviços produzidos para o segmento dos transportes rodoviários, sendo assim, essa obra tem por objetivo socializar conhecimentos e experiências, no sentido de que você leitor, possa ampliar o saber sobre a realidade profissional do motorista.
Vivemos num momento de mudanças rápidas na sociedade, sendo que é exigido dos motoristas uma constante revisão do modelo mental na busca por uma melhor conduta no trânsito, para que tenhamos um transporte rodoviário mais seguro, confiável e próspero na sociedade.
A obra irá ampliar o entendimento do exercício da profissão de motorista e contribuir para a comunidade dos transportes formada por motoristas, entidades representativas públicas e privadas, e a sociedade brasileira, para que todos integrados e comprometidos sejam agentes de mudanças por um trânsito mais seguro e confiável para todos.
A obra aborda aspectos sobre a lei do motorista profissional, a liderança do motorista, além de dicas sobre negociação, valorização profissional e o entendimento de como atingir o nível de comprometimento profissional.
A obra é dedicada a você, motorista, que independente dos desafios no exercício profissional, gera muita riqueza no Brasil.
Para adquirir o livro, que é uma excelente ferramenta para o motorista, CLIQUE AQUI.
Publicado em 02/05/2014 no Blog do Caminhoneiro.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Um pouco de história dos caminhões do futuro


Volvo-Concept-Truck-2020-15
Os Concept Truck (caminhões-conceitos) são protótipos desenvolvidos com o propósito de buscar inovações que tragam mais eficiência ao transporte. Servem como um laboratório de pesquisa, resultados de novos designs que possam reduzir o coeficiente de resistência aerodinâmica, aumentar a inteligência embarcada, segurança para que haja a menor dependência da intervenção do motorista, tudo sem perder de vista a redução de custos operacionais. Muitas inovações que podem parecer impossíveis hoje, mas, para o futuro, viáveis. De qualquer forma, esses veículos são excelentes ferramentas de marketing porque, através deles, a indústria pode mostrar ao mercado que tem projeções, que desenvolve inteligência e que estão na vanguarda avaliando ideias novas que poderão ser funcionais.
Paralelamente a isso, a indústria de insumos também faz o seu papel, desenvolvendo pneus mais duráveis, transmissões mais amigáveis e até matéria-prima mais leve.
Quem imagina que essas inovações são uma cultura atual da indústria, chegando junto com o advento da informatização, engana-se. Os caminhões-conceitos são desenvolvidos desde a década de 1980, precisamente na era Virages e Pegaso, na Europa.
Muito se evoluiu desde o Virages – este, um precursor do atual Renault Magnum. Prova disso são os departamentos de designers das fabricantes que seguem surpreendendo com novos e vanguardistas exercícios de imaginação, alguns mais próximos da realidade que se tem hoje e outros mais no “campo das ideias” – estes, porém, querem encenar, além da estética futurista, conceitualismos que podem avançar à medida que a tecnologia também avança, mesmo porque é necessário ser acessível para se tornar real.
O Salão de Hannover, na Alemanha, em 1992 foi palco do primeiro Concept Truck, o Mercedes-Benz EXT´92 cujos atributos estavam, além da aerodinâmicas na segurança. Quatro anos depois, esse estudo resultou na primeira geração do Actros.
Com uma excelente aerodinâmica, a Renault Trucks apresentou no mesmo Salão, edição de 2004, o Radiance. Seu desenho externo exibe linhas modernas, o para-choque em formato de arco, a cabine de ampla área envidraçada, foram algumas das propostas que a grife de caminhões francesa quis mostrar no que se refere a aerodinâmica e segurança.
Mais tarde, em 2010, Hannover volta a ser palco de conceitos. O então presidente da MAN, Pachta-Reyhofen, mostrou o Concept S, um estudo criado como um cavalo-mecânico, com uma forma totalmente aerodinâmica, que rendeu até 25% menos de CO2 se comparado aos veículos convencionais com tecnologia Euro 5. Com o Concept S, a MAN quis mostrar o que ela está desenvolvendo para contribuir com o atual tema sobre os limites de emissões.
Nesse mesmo Salão de Veículos Comerciais – o maior do mundo –, a italiana Iveco apresentava o Iveco Glider, fruto de um processo criativo que começa na observação da natureza, um caminhão capaz de oferecer produtividade com menos impacto ao meio ambiente. Apesar de ter um desenho bem próximo da realidade, ou seja, não seria difícil encontrá-lo pelas estradas nos próximos 10 anos, o Glider foi desenvolvido para ser mais eficiente em termos de economia de combustível e, consequentemente, de emissões. A aerodinâmica é um dos destaques do modelo, o coeficiente foi reduzido em 8%. Todas as aberturas da cabine são controladas eletronicamente e só abrem quando necessário, em baixa
velocidade e pouco fluxo de ar. Andando mais rápido, elas se fecham parcialmente reduzindo o arrasto e a força necessária para mover o caminhão, que utiliza painéis capazes de gerar energia renovável a bordo. Ainda por meio do sistema denominado KERS (Kinetic Energy Recovery System), permite recuperar energia suficiente para alimentar a maior parte dos sistemas auxiliares (climatizador, compressor, bombas etc.) que se converteram em sistemas elétricos. Esse sistema de recuperação de energia cinética permite reduzir as necessidades energéticas do veículo em até 5%. O Iveco Glider também foi palco da edição brasileira do Salão do Transporte, a Fenatran 2011.
No entanto, ao que tudo indica, para um futuro, ainda que mais distante, os caminhões poderão ser próximos dos conceitos da MAN e da Renault, com cabines mais modernas, que por dentro privilegiam conforto para o motorista e fora, a aerodinâmica em favor da redução de custos operacionais que, consequentemente, contribuíriam para a questão de emissões. Serão caminhões com inteligência embarcada suficiente que minimizará mais as deficiências e erros dos motoristas.
A respeito desse tema, hoje temos os câmbios automatizados, sistema de troca de marchas inteligente, que dispensa a intervenção do motorista na troca de marchas e, com isso, reduz erros na operação. Os resultados são menores paradas para manutenção, menos gastos com combustível e mais produtividade para o motorista que não precisa ficar “cambeando” marcha. Algo similar acontece com os sistemas de saída em rampa, controle de velocidade e outros sistemas que “antes” pareciam complexos.
Uma visita ao futuro
Uma das vantagens dos Concepts Trucks é que, por meio deles, os engenheiros mostram como entendem o transporte e os caminhões para as próximas décadas. A exemplo disso estão o Volvo Vision 2020 e o Renault Trucks Connect. A fabricante sueca destaca futuras composições que podem ser mais adequadas para daqui oito anos, enquanto que a fabricante francesa foca no transporte urbano no período entre 2030 e 2040.
O Vision 2020 é um caminhão-conceito que possui um design mais “limpo”, sem muitos detalhes que possam ocupar espaços, como o túnel do motor. O aproveitamento desses espaços seria para adicionar recursos, como dispositivos de absorção de impactos. Para se ter uma ideia, no Volvo conceito não há espelhos retrovisores interno ou externos, tudo é visto através de câmeras que podem também alertar ao motorista sempre que houver uma situação de risco, eliminando os pontos escuros. Outro bônus do desenho do caminhão é a aerodinâmica avançada, trazendo melhorias associadas à eficiência de combustível.
O Connect da Renault é uma proposta para as grandes cidades. O caminhão é movido por motores elétricos instalados nas rodas. Isso possibilitou desenvolver um veículo com piso inteiramente plano, oferecendo mais conforto interno para o motorista. Além disso, pelo fato de não ser movido a nenhum combustível fóssil, vai atender a demanda já necessária, mais ainda futura, dos centros expandidos, pela menor emissão de poluentes e de ruídos.
Freightliner comemora 70 anos inovando
Tendo por base a história de inovação para comemorar os 70 anos, a Freightliner, do Grupo Daimler, apresentou o Revolution Innovation Trucks durante o salão de veículos comerciais norte-americano realizado neste ano. O caminhão-conceito traz a leitura que sua fabricante tem sobre a indústria de caminhões nos Estados Unidos nos próximos anos. E como não poderia deixar de lado, a aerodinâmica e o conforto a bordo para os motoristas são os principais destaques que a Freightliner destaca sobre o Revolution.
No que se refere à eficiência de combustível, além do design aerodinâmico, o para-brisa assimétrico que contribui para reduzir o arrasto, o caminhão foi produzido com materiais mais leves. Pelo fato de possuir uma chave, denominada keyless – que permite o acesso do motorista ao caminhão sem a necessidade de maçaneta – a abertura de porta do caminhão é corrediça. Tirar as maçanetas da porta também favoreceu o coeficiente aerodinâmico. O Innovation Truck possui ainda algumas câmeras instaladas que mostram as situações das estradas, oferecendo ao motorista uma amplitude maior sobre as condições da viagem. Equipado com motor DD13 da Detroit Diesel, o propulsor permite um intervalo de 50 mil milhas entre os serviços de manutenção. O motor trabalha com a transmissão automatizada DTD 2100, construída em alumínio, o que ajudou na redução da tara.
Para a próxima década
Os detalhes do Renault Radiance, projetos dos anos 2000, dão uma clara noção de como poderá ser os caminhões nos próximos 10 anos. Isso porque não se diferenciam muito do que se tem hoje. O desenho privilegia a aerodinâmica, tema fundamental nas rodas de engenheiros e designers para a redução de consumo de combustível. Os caminhões dispensam o uso de maçaneta e no lugar dos retrovisores câmeras são instaladas para se ter uma imagem mais ampla da rodovia. Um sistema de iluminação adaptativo seria capaz de responder automaticamente a cada situação.
A bordo, impera a tecnologia embarcada que reduzirá ao máximo a intervenção humana. Reduzir os custos operacionais e aumentar a segurança por meio de uma direção eficaz e segura são funções das novas tecnologias. Obviamente que o motorista não será extinto e continuará sendo peça fundamental no transporte rodoviário de carga, mas ele terá de se aprimorar para acompanhar tamanha evolução tecnológica.
O Glider, por exemplo, foi desenvolvido levando muito do conceito que existe hoje nos caminhões estadunidenses. Seu habitáculo foi projetado para três situações: trabalho, descanso e lazer, ou seja, é preparado para ser instalado com micro-ondas, televisão, poltrona giratória, mesa etc.
A cabine Boxer da Scania
Quando a Scania apresentou o seu caminhão-conceito, denominado Cabine Boxer, ela quis propor mudanças de lei na Europa que permitissem aumentar a cabine em cerca de 30 a 40 cm e com isso conseguir maior zona de absorção de impacto em caso de acidentes. Mas como a Europa caminhava rumo às cabines chamadas “cara-chata”, o projeto não vingou.
Publicado em 10/12/2013 no Blog do Caminhoneiro,

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Falta de capacitação dos motoristas

Cargo 2842
A partir de jan/2014 todos os veículos  vendidos no país deverão ser equipados com freios ABS, incluindoônibus, caminhões e semi-reboques. Será hora de capacitar motoristas, experientes ou novatos, para utilizar essa novidade. Frear um veículo equipado com freios ABS requer uma mudança de hábito porque quem não estiver acostumado poderá reagir de forma incorreta.
Quando os sensores do ABS percebem que pode ocorrer o travamento das rodas, o sistema alivia a pressão e o pedal transmite uma vibração nitidamente sentida pelo pé. Uma reação comum é tirar o pé do freio, o que é não apenas errado, mas tremendamente perigoso em determinadas situações. Por mais experiente que seja o motorista, é uma tecnologia desconhecida e, portanto, requer treinamento.
É muito importante que frotas e empresas de transporte, seja de carga ou de passageiros, tenham em seu quadro um motorista instrutor para treinar os demais, receber novos veículos e novas tecnologias e transmitir isso aos demais.
E os motoristas que hoje compõem o quadro da empresa, sejam eles contratados ou agregados, será que estão adequadamente treinados? Será que realizam as tarefas corretamente? Em vista dos acidentes que vemos diariamente no noticiário, em especial com veículos de carga, é certo que boa parte não atende aos requisitos necessários.
Em matéria publicada na revista Transporte Mundial, edição 117 de março deste ano, tratando dos desafios do transporte da esperada safra recorde de grãos, havia um quadro com recomendações para cuidar bem dos implementos (reboques e semirreboques) e, dentre as recomendações citadas, vou destacar apenas duas:
- verificar semanalmente as condições da quinta-roda e pino-rei
- regulagem do ajustador de freio-mecânico a cada 2.000 km.
Vamos, então, fazer uma simulação. Uma viagem de ida e volta entre São Paulo – SP e Belém – PA, são quase 6.000 km. Se o ajustador de freio deve ser regulado a cada 2.000 km, saindo de São Paulo a primeira regulagem será em Colinas do Tocantins – TO, pouco antes de Araguaína. A segunda, próximo a Guaraí, também no Tocantins. E a terceira já de volta a São Paulo.
Quantos motoristas fazem isso? Se não houver uma oficina ou um mecânico para fazer a regulagem, o motorista está capacitado para realizar ele mesmo essa tarefa? E a empresa, orienta para que isso seja feito e dá o treinamento necessário? Vou mais além: a empresa tem em seu quadro alguém capacitado para dar tal treinamento e verificar, no retorno à base, se foi feito?
Um amigo sempre diz que, quando estamos numa transportadora, é fácil saber quem é motorista: é só procurar um grupo reunido jogando palitinho. Brincadeira à parte, um fato sempre me chama a atenção em tal situação.
Num grande pátio, com diversas docas com caminhões estacionados, nunca vejo os motoristas aproveitando o tempo enquanto aguardam o carregamento ou descarregamento da carga para verificar pneus, luzes, nível de água ou óleo, estado dos limpadores de para-brisas, etc.
Mesmo naquelas raras frotas que fazem uso de um check-list, é difícil encontrar um motorista aproveitando esse tempo parado para fazer algo útil e que trará mais segurança para sua viagem e para ele próprio.
É triste ver um equipamento que custa tão caro ser mal utilizado e mal cuidado. E quando o acidente acontece, vem a velha e esfarrapada desculpa de que “o freio falhou”. Pode até ser, mas muito antes falhou quem tem obrigação de cuidar dele.
Fonte: Editora Na Boléia – Texto Pércio Schneider

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Motorista Profissional Comprometido é um Diferencial para a Empresa


caminhoneiro-autonomoNo decorrer dos tempos têm se percebido uma grande mudança no perfil profissional do motorista, principalmente naquele que atua no segmento de passageiros e cargas. Com base em pesquisas, observações, feedback dos motoristas, vivência no desenvolvimento de produtos e serviços gerados no segmento dos transportes rodoviários, decidi socializar nesse artigo algumas leituras da realidade atual do motorista.
Vivemos num momento de mudanças rápidas, que exige dos profissionais uma revisão dos modelos mentais na busca por uma melhor conduta e comprometimento para gerar resultados que atendam às necessidades dos clientes.
O motorista do segmento de transportes de passageiros e de carga é exigido diariamente uma disposição mental no sentido de que seus serviços profissionais sejam um diferencial para o cliente. Ele a cada momento que presta seus serviços na comunidade representa o proprietário da empresa, para isso ele necessita estar preparado tecnicamente e emocionalmente para dar as melhores respostas para um cliente cada vez mais exigente.
Com a evolução das demandas dos clientes, o modelo de gestão da cadeia logística requer a integração das áreas e dos profissionais, surge então, o motorista profissional comprometido que passa a ser um diferencial para a empresa.
O motorista exerce uma liderança no contexto logístico desde o ponto de origem até o destino. Ele passa a ser responsável pelo transporte da carga ou pelos passageiros transportados, mas é importante que esteja motivado e capacitado para o pleno exercício da profissão.
O cliente requer serviços responsivos e com qualidade por parte do motorista, exigindo uma responsividade na prestação de serviços com pontualidade, segurança e confiabilidade.
Buscar resultados com excelência na qualidade dos serviços logísticos requer um comprometimento da empresa e do motorista no sentido de que ambos estejam conscientes de uma capacitação técnica e comportamental para prestar serviços diferenciados aos clientes finais.
A sustentabilidade dos negócios passa por ter nas equipes, motoristas que saibam prestar serviços com confiança e segurança no relacionamento com o cliente, para isso é necessário investir em novas práticas de serviços de acordo com o perfil da clientela para que produzam resultados prósperos para toda a cadeia de serviços logísticos.
Investir continuamente na educação do motorista profissional, para que tenhamos uma inclusão social de profissionais qualificados para atender a demanda no segmento dos transportes. Percebe-se, que motoristas que são valorizados pela empresa têm sua autoestima elevada e seu comprometimento gera resultados operacionais prósperos para o cliente, para a empresa e sua vida é próspera.
O motorista necessita estar atualizado com as inovações tecnológicas dos veículos, e também estar incluso nas mudanças comportamentais dos clientes, para que possa atender da melhor maneira suas expectativas.
O motorista profissional comprometido é um diferencial que a empresa passa a contar na sua equipe, porque cuida melhor do patrimônio da empresa que está sob sua responsabilidade, pratica a direção defensiva, cumpre prazos, antecipa necessidades do cliente, ouve sugestões e direciona para o canal competente da empresa.
O motorista profissional é o líder da operação logística! Pense nisso!
HighPluss amplia o Projeto Motorista Profissional aos clientes do transporte rodoviário no Brasil
Foto Rovani_Blog do Caminhoneiro_06.02.2013Fundada em novembro de 2006 em Joinville (SC), a HighPluss atua no segmento de palestras, treinamentos, consultoria e exportação, sendo que os clientes brasileiros são compostos por empresas do transporte rodoviário de passageiros e cargas, indústrias, comércios, serviços e faculdades. O objetivo da empresa é acolher clientes, fornecedores e parceiros para otimizar resultados no desenvolvimento de produtos e serviços, com uma educação profissional focada no desenvolvimento das práticas do empreendedorismo, da responsabilidade social e da ética como diferencial de sustentabilidade dos negócios. Entre os principais serviços da empresa, estão as Palestras e Treinamentos focados no Projeto do Motorista Profissional e da Mobilidade Urbana. Complementa o portfólio os serviços de Consultoria na gestão técnica e administrativa em Engenharia de Ônibus, Logística de Serviços e Administração.
O diretor da HighPluss, José Rovaní Kurz, conta que a empresa investe em visitas técnicas a eventos com destaque para a Feira Internacional de Transporte e Logística em Kortrijk, na Bélgica, além de feiras internacionais de transporte e logística na Argentina, Colômbia e Brasil. Participações também em congressos, conferências, seminários, palestras e cursos nas áreas de transportes, logística, administração, mobilidade urbana e exportação. Ele diz que as experiências e conhecimentos da HighPluss estão fundamentados na gestão e desenvolvimento de atividades técnicas e administrativas realizadas durante 30 anos no segmento de transportes. Afirma também que é importante estar atualizado com as necessidades e práticas que o mercado globalizado requer para a sustentabilidade dos negócios. Os clientes estão mais exigentes por serviços com qualidade no atendimento e atentos aos detalhes na qualidade dos produtos. Empresas comprometidas com o melhor, sem dúvida, investirão no seu capital intelectual de maneira que os serviços e produtos transmitam confiança e segurança para a fidelização do cliente.
Rovani também é Professor Universitário nos Cursos de Pós-graduação e Graduação nas áreas de Administração, Logística de Serviços, Engenharia de Suprimentos e Gestão de Transportes.
A HighPluss está investindo no Projeto do Motorista Profissional e da Mobilidade Urbana no Brasil, para que os projetos possam contribuir no desenvolvimento do trânsito mais seguro nas cidades e nas estradas brasileiras.
Eng. José Rovani Kurz, empresa HighPluss, Palestrante, Consultor e Professor Universitário.
Ministra Treinamento VIP para Motoristas no segmento de Transportes Rodoviários.
Contato: treinamentos@highpluss.com.br
Joinville – SC. – Brasil
Fonte: Divulgação
Publicado em 07/02/2013 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/motorista-profissional-comprometido-e-um-diferencial-para-a-empresa/