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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O empresário de ônibus e a sociedade moderna



ônibus
No início dos transportes no Brasil, o dono de ônibus dirigia, cobrava, atuava na manutenção dos veículos e ainda administrava os negócios. Hoje, a situação é diferente e as empresas se constituem em significativos grupos econômicos. Mas o empresário de ônibus que vai ficar para o futuro acompanha a evolução da sociedade e das relações e preocupa-se em investir na qualidade, em seguir as leis, em buscar prioridade ao transporte coletivo e acima de tudo, trata o usuário como cliente e não como um mero passageiro.
O empresário de ônibus e a sociedade moderna
Assim como a sociedade e as formas de relacionamento mudaram, o operador de transporte coletivo tem de acompanhar a evolução
ADAMO BAZANI – CBN
Até hoje quando se fala em empresário de ônibus, a reação da sociedade nem sempre é positiva.
Logo a população associa a imagem deste empreendedor a fatos como poder econômico sobre o poder político, desvios de conduta, corrupção e outros atos ilícitos.
Essa imagem se firmou pela atuação de maus empresários e até mesmo por fatos que não possuem uma interferência direta dos donos de empresas de ônibus, como a não prioridade nas políticas públicas ao transporte coletivo que deixa muitos dos serviços de mobilidade abaixo do desejado e merecido pela população que, em geral, paga caro por um transporte que ainda deixa a desejar.
Mas generalizar todo o empresário de ônibus pela atuação de alguns grupos que agem de forma desonesta é cometer uma falha injusta.
É certo que existem empresários de ônibus desonestos, como políticos desonestos, jornalistas desonestos, médicos desonestos, advogados desonestos e até padres e pastores desonestos, mesmo usando Deus em seus discursos.
Mas não se deve deixar de lado o fato de que o desenvolvimento do país se deu por diversos setores, entre eles o de transportes coletivos de passageiros, seja rodoviário, de fretamento e urbano.
E aí vale uma ressalva de que muitos empresários foram desbravadores de diversas regiões. Quando o poder público não oferecia condições para o crescimento populacional urbano que se dava de maneira rápida, lá estavam os pioneiros, com suas jardineiras – ônibus rústicos feitos de madeira sobre chassi de caminhão – ajudando a ligar cidades, proporcionando o ir e vir das pessoas. Claro, estes pioneiros já visavam o lucro, mas muitos eram sem sombra de dúvidas movidos pela paixão, afinal era difícil transportar pessoas.
Muitos destes donos de ônibus abriam estradas e caminhos, que depois se tornariam avenidas e rodovias com suas próprias enxadas e para-choques de seus veículos.
Muitas vezes, a infraestrutura num local só chegava depois da inauguração de uma linha de ônibus, pois era ali que se firmava a população.
O perfil de transportar era diferente, assim como a relação com o poder público e com a sociedade.
Primeiro que, como as cidades cresceram sem organização, assim era boa parte dos transportes coletivos. Não havia leis, nenhum tipo de regulação e não eram raros diferentes donos de ônibus disputarem ferozmente pelos itinerários mais rentáveis.
Além disso, o dono de ônibus era na maior parte das vezes uma pessoa sem instrução acadêmica. Não havia tempo. Até os anos de 1950, quem tinha ônibus era obrigado a dirigir, cobrar, consertar os veículos, limpá-los e ainda administrar financeiramente o negócio. Era uma jornada que começava por volta das 3h30 e só terminava no finalzinho da noite.
Por conta disso, a relação com o passageiro era mais próxima.
Com o passar do tempo, os donos de ônibus mais dinâmicos, com maior visão e também com mais força iam aos poucos excluindo ou encampando os serviços de concorrentes.
A posição financeira de muitos destes empresários os tornavam inegavelmente influentes.
Muitos aproveitavam disso para crescerem com trabalho, mas no caso de alguns, as relações com o poder público nem sempre foram muito transparentes.
A sociedade começou então, por movimentos sociais, por instituições mais fortes e transparentes, como o Ministério Público, a cobrar uma maior clareza em muitas destas relações. Nota-se a presença de técnicos sérios nos departamentos de transportes e de comissões populares em prol dos transportes.
Além disso, a própria dinâmica da economia e do convívio social não permitiam mais a figura do dono de ônibus que brigava fora da lei com seus concorrentes ferozmente pelas linhas, que dirigia, cobrava e administrava e tão pouco dos empreendedores que não tinham uma relação transparente com a sociedade e o poder público.
E hoje, como resultado deste processo, tem se criado um divisor de águas importante: entre o empresário que tem a consciência de se modernizar e o que ainda insiste em passar por cima de leis e sobre os interesses coletivos.
Enquanto há donos de empresas de ônibus que ainda preferem por debaixo dos panos negociar linhas e permissões, há os que preferem as licitações e contratos de concessão, que são mais rígidos, mas que acabam sendo mais vantajosos em oferecer maior segurança jurídica para todos: dono de empresas, população e poder público.
Enquanto há empresários que ainda preferem remendar seus ônibus ou maquiá-los para dar aparência de novos, há os que se esmeram para estar de acordo com as novas exigências de operação e buscam certificações de qualidade como ISO 9001, de meio ambiente, como ISO 14001, controles de emissão de poluentes de seus ônibus, entre outros aspectos.
Estes empresários se modernizam e investem por caridade? Claro que não, mas porque têm a visão de que a sociedade está mudando. Eles entendem que passageiros e donos de empresas de ônibus não precisam e nem podem ser rivais. Afinal, a empresa de ônibus precisa do passageiro, mas o passageiro também precisa de uma empresa viável que tenha condições em investir em bons serviços.
Tais empresários sabem que os que não se modernizam, cedo ou tarde serão colocados fora dos sistemas. E é isso que eles querem e precisam. Associações de empresários hoje promovem campanhas para as viações lidarem de maneira adequada com o meio ambiente, com a população, em busca do respeito à lei e para contribuírem ainda mais com o desenvolvimento econômico e social. Entre elas estão a NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, Setpesp – Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo, Abrati – Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros, Fresp – Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo, entre outras. Em nossas coberturas jornalísticas do setor, vemos a preocupação destas entidades de manterem seus negócios. E o negócio de transporte só pode ser mantido se ele tiver transparência, ter sua importância reconhecida na formulação das políticas públicas e, acima de tudo, se o foco principal for o passageiro, que hoje é visto como cliente. Passageiro passa, cliente, usa todo o dia, precisa ser conquistado.
Por movimentos sociais, cobrando os representantes políticos por um transporte melhor e pela prioridade do transporte coletivo no espaço urbano, a população ajuda na maior fiscalização dos serviços e na atividade do empresário de ônibus que se moderniza. Não vandalizando os veículos e terminais, não proporcionando evasão de tarifas, o povo também colabora. Afinal, se um passageiro não paga, o outro vai pagar em dobro por ele.
Assim, apesar de cada classe ter seus interesses específicos, passageiros, poder público e donos de empresas de ônibus hoje em dia devem falar mesma língua. Transporte digno é bom para todos, dá conforto, dá boa imagem política e dá lucro de forma honesta.
Publicado em 07/01/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

terça-feira, 15 de maio de 2012

Empresas que apresentam muitas faces para o cliente

Ontem necessitei esclarecer algumas dúvidas sobre uma comunicação recebida de uma administradora de cartões e percebi o despreparo de profissionais que representam a bandeira de uma empresa a real dificuldade de ouvir o cliente, estar consciente do trabalho de orientação ao cliente, e o repasse de um telefone para o outro sem apresentar uma solução ao seu cliente.

Realmente conhecemos a face verdadeira da empresa para o cliente, quando necessitamos uma solução da prestadora de serviços para o cliente. Felizmente estamos vivendo uma realidade onde existe a palavrinha mágica "concorrência no mercado", e ai que surge a solução do cliente porque iremos buscar altenativas melhores com empresas que fazem a diferença para o cliente.

Percebo, que muitas empresas investem no marketing para atrair clientes e propondo soluções mirabolantes para encantar o cliente, porém o fundamento da qualidade dos serviços está no investimento da educação profissional em formar prestadores de serviços que desenvolvam a cultura em saber lidar com a nova realidade do cliente.

As empresas necessitam investir no monitoramento dos serviços prestados aos clientes, para que possam ter inteligência em reter clientes, onde a qualidade dos serviços gerem uma satisfação ao cliente e uma memória viva do cliente quando for repetir as futuras compras.

Investir na qualidade dos serviços prestados pelos profissionais da empresa é a solução para os novos tempos! É mais econômico para empresa do que perder vários clientes.

Parabéns as empresas que investem na melhoria contínua da sua equipe!

Pense nisso e seja feliz!

Prof. Rovani

sexta-feira, 16 de março de 2012

A CONSTRUÇÃO DA CONFIANÇA ENTRE O CLIENTE E O CONSULTOR

Publicado por José Rovani Kurz, Diretor na HighPluss, Palestrante e Professor Universitário.

O consultor de negócios tem um papel social importante dentro da sociedade, de socializar seus conhecimentos e experiências dentro e fora dos ambientes empresariais, sendo que a relação de confiança entre o cliente e o prestador de serviço necessita ser desenvolvida num contexto de transparência, para que aconteça um crescimento e fortalecimento na relação de negócios.




Antes de aprofundarmos e refletirmos o sentido da palavra confiança, é importante destacar que lidar com o desconhecido e os medos acabam dificultando o crescimento de novos negócios e a relação próspera de parceria entre as empresas.

O significado da palavra "confiança" é o sentimento de quem confia, acredita no outro através de idéias e ações que materializam a vontade de ambas as partes em realizar algo. É permitir, que possamos conhecer novas realidades num mundo em constante mutação, para isso necessitamos avaliar nossas idéias e constatações com base em valores éticos que possibilitem transformar uma indecisão em algo tangível e benéfico para o cliente como também ao consultor.

A confiança como algo intangível tem esse poder de agregar valor numa relação de negócios. Permite o enxergar e o experimentar tanto do cliente como do consultor em abrir novas frentes do saber e ampliar as competências, objetivando o alcance de prósperos resultados como o fortalecimento de um produto, serviço, processo ou mesmo do crescimento sustentável de uma marca ou da própria empresa.

É importante entendermos, que quando rejeitamos a oportunidade de conhecer e experimentar algo diferente, estamos nos fechando para o novo e para possibilidade de buscar em novas parcerias as alternativas que venham a fortalecer o negócio no mercado.

Percebemos, que ninguém adquiriu o gosto por algo, sem o conhecimento e a experimentação, para isso é recomendável estarmos abertos e vigilantes com a nossa mente para que possamos ser receptivos as oportunidades que surgem diariamente a nossa frente.

Para construirmos o comprometimento de algo, é necessário passar por alguns empecilhos como que descrevo abaixo, para que possa ser mais bem entendido pelo leitor.

O passo inicial é a aceitação, onde o contato permite identificar seja visualmente, auditivamente ou sinesticamente dependendo de nossas leituras intelectuais, o que está sendo apresentado para nós.

Aceitando o passo anterior, então avançamos para o passo seguinte, onde você iniciará o processo de conscientização da daquilo que foi apresentado. É uma etapa importante em todo o processo, porque você terá conhecimentos dos atributos que estão implícitos e explícitos na proposta de aceitação.

O terceiro passo é o entendimento, que permite você estar preparado para avançar, digamos no seu projeto de mudança, onde os valores centralizados na proposta estão visíveis no contexto até o presente momento.

O quarto passo é a percepção positiva, nesse momento você está enxergando que o algo novo e desconhecido, sem dúvida é benéfico para você e para os demais da equipe. O período de pesquisa passou e agora é momento de praticar as ações anteriores.

O quinto passo é a implantação das idéias, fazendo com que o algo novo se multiplique para todo o ambiente e inicie um processo de melhorias para todos que venham a desfrutar.

O sexto passo é adoção da idéia por todos, onde os conceitos individuais passam a assumir o sentido de equipe, permitindo um ganho de valor agregado nas relações interpessoais e na otimização do conjunto.

O sétimo passo é a institucionalização da idéia, onde a semente plantada toma uma amplitude nas relações entre todos que dela desfrutem.

O último passo para atingirmos um pleno comprometimento é a internalização da idéia, seja no âmbito individual como também da equipe, é importante a dedicação de todos. Mudar uma cultura de pensar, e agir requer um tempo e a disposição em confiar. Ninguém consegue estar plenamente comprometido com algo ou com pessoas se não passar por todos os passos descritos.

Para atingir uma construção sólida e equilibrada do comprometimento exige doar, ceder, estar com olhos abertos e ouvidos preparados para escutar, sendo que os frutos com certeza virão a todos que estejam vivenciando o objetivo planejado.

Sem dúvida, a confiança é o algo a mais na relação entre o cliente e o consultor, para isso é importante estarmos com nossa mente aberta para lidar com as novas oportunidades e mantermos as parcerias vivas em favor de um fortalecimento dos negócios.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Efeitos da Ruptura no Nivel de Serviço ao Cliente

Após uma pesquisa com amostra de 29 paises e mais de 71 mil consumidores, os quais, ao não encontrar o produto na gôndola (stock out) do supermercado, adotará as seguintes decisões, considerando a ocorrência de uma forma geral:

9% - desistem da compra
15% - postergam a compra
26% - substituem por outra marca
19% - compram outro produto da mesma marca, com preço e/ou conteúdo e/ou tamanhos diferentes
31% - compram o produto em loja de concorrência.

Publicado no Artigo "Estoques em um Supermercado",escrito por Rômulo de Menezes,  Revista Mundo Logistica, nr. 25, nov./dez. 2011.